Bem-estar nas organizações

A alma da relação

No nosso país os empresários preocupam-se demasiado com os resultados e muito pouco com a relação. Estão demasiado empenhados na venda

 

Isto é errado, os negócios são, antes de mais, um bom motivo para nos darmos a conhecer melhor uns aos outros. Daqui nasce a alma da relação.

Certo é que, em termos relacionais, o ambiente na generalidade das nossas empresas não é o melhor. A principal razão para esta situação tem a ver com o facto de não estarmos a fazer dinheiro de forma salutar. Porquê?

O dinheiro baseia-se em leis exclusivas de números e cálculos. O conflito aparece porque estas não integram na sua lógica a mente humana, ou se quisermos a consciência de ter uma mente.

Julgamos saber tudo sobre como funcionam os mercados, como se gere o dinheiro, faltando competência no conhecimento do funcionamento da mente.

Mais importante que tudo isso será o autoconhecimento, depois, como interagir face ao outro e, ainda, como estabelecer conexões humanas duradouras.

Será proveitoso juntar estes dois saberes. O financeiro e o humano. Enquanto isto não acontecer o tempo passado no trabalho não será útil para o desenvolvimento pessoal dos seus funcionários. E com isto vem a infelicidade, o sofrimento, a depressão, o baixo rendimento,…

Penso que não bastará criar equipas de bons vendedores se não formos capazes de, antes disso, nos assegurarmos de que estes são os melhores seres humanos. Esta ideia de haver um mercado que tudo controla e que vai por si mesmo fez com que, vivendo na sociedade de consumo, deixássemos de ter alma. Sendo expulsos de nós próprios que espaço nos restará?

Nota do Director

As opiniões expressas nos artigos de Opinião apenas vinculam os respectivos autores.

Paulo Vieira de Castro

Paulo Vieira de Castro

Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

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