Olimpíadas da Língua Portuguesa

Encorajar hábitos de leitura

Um punhado de apaixonados da língua portuguesa reuniu-se em Genebra no Sábado, dia 10, para uma cerimónia especial

… a distribuição dos prémios das Olimpíadas da Língua Portuguesa, organizadas todos os anos pela Associação Cultural de Expressão Portuguesa (ACEP).

Foi a 11ª edição desta iniciativa. Depois das provas de declamação e ditado, chegou a hora de anunciar os primeiros, segundos e terceiros lugares nas várias categorias etárias. Os prémios e diplomas foram entregues pelo consul-geral de Portugal em Genebra, Miguel de Calheiros Veloso e pelos professores de língua portuguesa.

A língua conhece muitos desafios e um deles é a emigração, situação de risco particular. E embora nem todos aqueles que a falam estejam conscientes de que não é valor garantido, existem sempre alguns indefectíveis que não se poupam a esforços em sua defesa.

Num discurso de agradecimento aos membros da associação, o consul-geral elogiou o empenho e perseverança com que tornam realidade todos os anos esta iniciativa.

“Este trabalho começa com as inscrições dos jovens e adultos nas competições de declamação e ditado”, disse ao Tornado Álvaro Oliveira, professor de língua e cultura portuguesa e vice-presidente da ACEP. “A intenção desta iniciativa é motivar os portugueses a participarem em actividades que promovem a língua portuguesa e contribuem para o rigor da escrita, o hábito da leitura e a estética da declamação”, acrescentou, sublinhando que “sem os professores de língua portuguesa de Genebra isto não seria possível, pois foi graças ao trabalho destas pessoas que foi realizada mais uma edição das olimpíadas.”

Os participantes eram do cantão de Genebra e do cantão de Vaud. Foram distribuídos em quatro categorias etárias: até aos 10 anos, entre 10 e 12, entre 12 e 15 e maiores de 15. O primeiro prémio, para os vencedores de cada modalidade, foi uma estadia de três dias numa cidade da Europa.

De acordo com o vice-presidente da ACEP, tem sido possível observar uma participação crescente de adultos, mas a participação de jovens tem diminuído. “Não creio que a razão seja falta de informação, porque as competições foram anunciadas; é mais uma questão de motivação, de interesse. O papel das famílias pesa nesta tendência: as famílias transmitem as tradições, mas muito mais raramente o gosto pela escrita e pela leitura”, constatou Álvaro Oliveira.

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