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João de Sousa

Segunda-feira, Julho 22, 2024

A direita quer o poder político

A direita necessita urgentemente de proceder a uma travagem no processo de organização social, económica e política, para que consiga dar início a um outro procedimento visando o retrocesso civilizacional para repor a anterior arquitetura social uma vez que a atual está em transição para um maior equilíbrio com dimensão mundial a caminho da globalização o que implica maior partilha dos dividendos recolhidos na exploração das matérias primas e seus derivados mas também no alcance do tratamento igualitário das populações uma vez que são elas que fornecem a mão de obra necessária e toda a panóplia de serviços essenciais ao fim.

É neste contexto de partilha da riqueza natural e da riqueza produzida para assegurar o futuro da Humanidade que é coisa qua a extrema direita abomina, na lógica da globalização estruturada no seu alicerce Humano mas também em toda a biodiversidade que obriga ao direito à vida generalizado, uma vez que,  os abastados e seus capangas, consideram esse direito como sendo um privilégio. Um privilégio a que só eles têm direito.

A plebe, o povo, a seu ver, que de escravo passou a autónomo, não tem direitos. Só tem obrigações. Com destaque para, o servir.

Tem sido diversos os estádios de vida dos povos, dos nómadas às tribos que com o sedentarismo lograram ultrapassar um estádio errático para um estádio organizado em tribos com hierarquia social instituída que durou séculos até à revolução industrial que marca de forma indelével alterações profundas no modelo de organização social de onde emergiram lutas do foro ideológico na senda da criação de um modelo político com influência social.

Desses modelos sobressaem o fascismo em defesa de valores aceites no tempo e que mereceram o apoio popular  para a conquista do poder tendo pago demasiado caro por essa sua opção  no tempo; o socialismo como estádio intermédio para o comunismo; e, como sociedade responsável, o anarquismo.

Na sequência da revolução industrial as contradições sociais no domínio dos interesses instalados; interesses emergentes; e os direitos dos povos;  despoletam autênticas carnificinas com enfoque em guerras civis; a primeira e a segunda grandes guerras; que arrasaram as sociedade civilizadas e as obrigaram a uma nova ordem mundial e a novos modelos de organização política com destaque para o modelo democrata salvaguarda das liberdades individuais e de luta por direitos dos povos eliminando oficialmente o fascismo que se manteve intocável no ideário do poder financeiro e de alguns pilares da organização social como se apura no comportamento social individual.

Esta dinâmica progressiva de organização dos povos alavanca novas dinâmicas produtivas no domínio tecnológico gerando dois grupos distintos: um, que produz e trata; outro, que arrecada as mais valias; o que origina o desaparecimento de classes sociais iletradas e servis dando azo a que a classe intermédia, designada por classe média, que até então assumia o ónus do equilíbrio económico tenha assumido a liderança estrutural e económica sem ter o controlo da liderança financeira que se manteve, e mantém, sob domínio de pessoas e de organizações cartelizadas e de índole mafiosa com uma hierarquia própria que não perdoa erros adversos.

É neste contexto que os partidos políticos defensores da social democracia, face a alteração no ordenamento político em progressão, abdicam dos seus valores primários e, ajuízam a sua sobrevivência política, encostados à extrema direita como solução de Governo.

O problema é que, com o desaparecimento do proletariado, e a máquina a produzir substituindo a mão de obra e a manufatura, o Homem cidadão comum, passa a ser descartável para os interesses financeiros salvo, para distribuir e consumir os produtos que vende.

– E, só por isso, a guerra nuclear ainda não aconteceu.-

Mesmo assim, os reveses nos interesses financeiros tem acontecido o que os leva a avançar em frentes que domina como acontece na guerra em curso na Ucrânia e o seu possível alargamento com um objetivo claro: provocar uma nova guerra mundial de forma a estabilizar os seus interesses;

A direita sempre esteve por detrás dos grandes meios de informação internacional onde os média ocupam posição de relevo como se constata quotidianamente.

Daí que temas como a guerra e os sismos de grande magnitude e outros fenómenos naturais que eliminaram já parte significativa da população mundial sejam aligeirados até à exaustão para provocar efeito de cansaço e de desinteresse pelos “papagaios” do poder, por enquanto, porque com a implementação e manipulação das redes sociais as vias de comunicação também vão mudar, de forma que a formatação autómata do Ser Humano fique sob a alçada de alguns e o mundo, um condomínio dos senhores do dinheiro.

Com os atuais meios disponíveis só ao alcance de quem tem capacidade económica, não é necessário ser catedrático para antever o futuro dos povos.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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