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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

A freguesia mais multicultural de Portugal

António Serzedelo
Professor, jornalista e Membro da Freguesia de Arroios, Lisboa. Presidente da Opus Gay.

Na comemoração do dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos publicamos uma intervenção de António Serzedelo dirigida aos fregueses da freguesia de Lisboa que, em Portugal, alberga cidadãos com mais nacionalidades do mundo.

É para mim não só uma grande honra, mas também um enorme prazer, poder estar presente neste evento, como vogal da Cultura e dos Migrantes da Junta de Freguesia Arroios, e como diretor do programa de rádio Vidas Alternativas. Há 20 anos no ar, a bater se pelos Direitos Humanos e pela Igualdade, dois temas, que vamos tratar aqui.

Vamos faze-lo a propósito de dois eventos que marcaram os tempos de hoje.

Os 75 anos do anúncio ao mundo da Carta dos Direitos Humanos da ONU, a 10 de Novembro, e a sua ligação hoje, com a Encíclica do Papa Francisco, Todos Irmãos, emitida há dois meses em Roma, que é um aggiornamento daquele documento em termos eclesiais.

Diz o Papa:

Escrevia São Francisco de Assis, dirigindo-se a seus irmãos e irmãs para lhes propor uma forma de vida com sabor a Evangelho. Destes conselhos, quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, «o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si.

Depois deste apelo à Fraternidade, iniciada pelo franciscanismo, temos de saltar para a Revolução Francesa com o seu slogan fortíssimo da Liberdade Igualdade, e Fraternidade que inundou o Mundo Ocidental, e politizou -lhe o sentido.

Aos pouco começamos a ver os avanços no Mundo, em função destes slogans e nos séculos seguintes, logo, com o movimento trabalhista reclamando para os operários, sindicatos que os defendessem dos abusos do patronato, depois com o movimento feminista da emancipação da Mulher, as sufragistas, seguiu-se o movimento da emancipação dos Povos sujeitos ao domínio dos Europeus, as lutas pela independência dos Países Africanos e do Sub-Continente Indiano, e hoje as novas lutas pela igualdade da Mulher, das Minorias sexuais, os lgbti+ exigindo a aceitação da sua Identidade e das suas orientações diversas sexuais. Tudo isto em nome da Fraternidade, por acreditarmos que somos todos irmãos nesta aventura terreal. Assim também hoje chamamos veementemente a atenção para a Ecologia e Sustentabilidade para podermos sobreviver neste Planeta Terra que está sendo abusado pelo homem e reage com o aquecimento global, e agora com esta terrível tragédia do Corona Vírus que acentua as diferença em termos de exclusão social.

E lembro que as duas maiores áreas de riqueza em Portugal a Grande Lisboa e o Grande Porto, juntando cerca de 5 milhões de pessoas, são aquelas onde há maior pobreza e mais exclusão social, traduzida em sem abrigos, tóxico dependentes, idosos carenciados, pessoas com fome, mulheres maltratadas, africanos vitimas de racismo, desemprego geral, lgbti ignorados o que não podemos consentir que continue assim.

Recordo que a União Europeia também criou O Estado de direito está consagrado no artigo 2.º do Tratado da União Europeia como sendo um dos valores fundamentais comuns a todos os Estados-Membros.

Na Junta de Arroios adoptámos uma politica de proximidade com os nossos fregueses, sejam Portugueses ou Estrangeiros e no programa Vidas Alternativas, não damos tréguas e estas situações injustas.

Em nome da Fraternidade como mensagem política, e da Fraternidade como mensagem religiosa Urbi et Orbi, temos de nos unir para mudar o Mundo, e mudar Portugal.

Ámen!

Viva a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade

 


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