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João de Sousa

Quinta-feira, Outubro 21, 2021

A pandemia e a democracia popular

A pandemia da Covid 19 se espalhou pelo mundo. Nenhum país ficou imune. No entanto o potencial de contaminação e de mortes foram significativamente diferentes. Em países pobres, principalmente do continente africano, em regiões precárias, nas favelas do Brasil, e de outros países, a proliferação do novo coronavírus Sars-cov 2 e consequentemente o número de mortes foi proporcionalmente muito maior.

A pandemia ainda não foi debelada, mas já é possível perceber algumas diferenças gritantes. Por que os EUA, tido como o país mais “evoluído” do mundo, a Covid 19 já infectou cerca de 30 milhões e matou mais de 500 mil norte-americanos, enquanto a China, com população quase cinco vezes maior, teve em torno de 100 mil infectados e menos de 5 mil mortes?

Um outro país, o Vietnã, com população de 95 milhões, teve até agora cerca de 2,5 mil infectados e apenas 35 mortes, enquanto que o Brasil com pouco mais do dobro da população e de economia mais forte, já ultrapassou 10 milhões de infectados e mais de 250 mil mortes.

Outros países como a Venezuela, com 30 milhões de habitantes, que enfrenta violento bloqueio dos EUA, e que por conta disso vive graves dificuldades sociais e econômicas, até agora cerca de 140 mil infectados e menos de 1,5 mil mortos. Cuba, com 9,5 milhões de habitantes, também sob bloqueio americano por mais de meio século, em torno de 50 mil infectados e apenas 320 mortes.

Vários são os motivos dessas graves ou felizes diferenças. Desde a experiência no combate à crise sanitárias anteriores, como no Vietnã que começou a utilizar máscaras bem antes da chegada da pandemia ou das recomendações da OMS, como medidas preventivas, de isolamento, lockdown e outras.

Mas as principais foram ações de governo.

Os governos dos países de democracia popular, com maior comprometimento com os interesses do povo, com o progresso social e a ciência, que perceberam que combater a pandemia estaria garantindo não só a vida, mas também a economia, nesses, como mostram os números, o coronavírus não encontrou terreno fértil.

Por outro lado, tristemente grave, nos países onde seus governantes de forma irresponsável e até genocida, menosprezaram a pandemia, não aceitaram as recomendações da OMS e da ciência, e inexplicavelmente não apenas contra, mas em boicote, incentivando o desrespeito, provocando aglomerações, receitando e distribuindo medicamentos inadequados e prejudiciais à saúde, como no Brasil e nos EUA, o coronavírus matou muito mais que várias guerras juntas.

Nesses, e também em outros países em que seus dirigentes fazem discursos eloquentes em defesa da pátria e do povo, porém falsos e demagógicos, e na prática ao invés de defender a vida, priorizam a apenas economia, a pandemia novamente se alastra em 2ª e até 3ª onda.

No Brasil, praticamente em todos os Estados a saúde entra em colapso e milhares já morrem em casa por falta de atendimento, sem assistência médica, sem oxigênio, sem UTIs.

O governo Bolsonaro já demostrou inúmeras vezes que não tem compromisso com a vida das pessoas e a pratica vai mostrando que se trata de pessoa insensível, desalmado, na verdade um genocida.

Já que o governo Federal e o Ministério da Saúde não agem com responsabilidade, sem garantir sequer as vacinas, urge às entidades representativas da sociedade, aos governantes dos Estados e Municípios, aos poderes Legislativos e Judiciários, assumirem as rédeas da Nação, ou corremos o risco de viver a paz dos cemitérios.


por Aluísio Arruda, Jornalista, arquiteto e urbanista    | Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado


 

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