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João de Sousa

Sábado, Setembro 18, 2021

A pandemia. O PS. A eleição para as Federações Distritais

O Mundo continua a ser assolado por pandemia que alastra e deixa um rasto dramático de contaminados assintomáticos perigosamente ativos responsáveis pelas mortes que se avolumam e a que só uma vacina conseguirá colocar termo.

Um contexto dramático a que só as lideranças irresponsáveis não são sensíveis atendendo a outras prioridades, também elas importantes como o é a economia, mas que, não farão elas, economias, sentido, se a morbilidade continuar em crescendo dramático, como acontece no Estado da Califórnia e em outros Estados nos Estados Unidos da América, no Brasil, na Rússia e em outros Países.

A China diz ter a pandemia sob controlo e a Europa oscila num dilema entre a opção pela defesa de uma vida saudável mantendo o confinamento e, o alívio desse confinamento, de forma a que setores das atividades económicas procedam a sua abertura gradual conducente a recuperação económica e financeira mas também a que um já vasto conjunto de cidadãos possa tentar recuperar o emprego perdido e colmatar a fome que já sente assim como encontrar soluções para suprir dificuldades, algumas delas irreversíveis.

Neste contexto, o comportamento dos Partidos Socialistas e seus congéneres no panorama político internacional deve ser o de “fiel da balança” onde o equilíbrio dos interesses em presença assume relevância inquestionável na ótica do cidadão comum num tempo em que os interesses económicos e financeiros dominam as tecnologias e em que, os povos servem. Num tempo em que a divisão estratificada do tecido social já não existe.

Estas duas componentes: a pandemia; a nova organização social; condicionam o trajeto do Partido Socialista em Portugal. Dos seus agentes e do seu Governo.

Condição essa assente na estrutura intelectual que dota de capacidade acrescida os seus eleitos para, em sintonia com o Estatutos e a Carta de Princípios matriz da sua identidade individual e coletiva, depois de eleitos pelos militantes da organização partidária, ditarem os seu Órgãos Institucionais de onde saem quadros ou, sob proposta desses, para o exercício de Cargo Publico.

É este o quadro essencial que, a meu ver, condiciona todo o processo eletivo no Partido Socialista das suas Federações Distritais.

As Federações Distritais, presumo, quando o surto pandémico o permitir, cumprirão a norma estatutária eletiva dos seus Órgãos que tem mandato temporalmente limitado eleitos de forma direta pelos seus militantes: a eleição do seu Presidente e a eleição dos delegados Concelhios ao Congresso Distrital que elegerão os restantes Órgãos apurados os resultados das Listas concorrentes candidatas à constituição desses Órgãos da Federativos onde assumem particular relevo a Comissão Politica e a Comissão de Jurisdição.

A primeira porque é o Órgão deliberativo e a segunda por ser o Órgão de apreciação jurídica de conflitos em primeira instância.

Esta eleição, como qualquer outra eleição seja ela qual for e para que Instituição for, é o resultado de acordos firmados entre pontos de vista sobre as mais diversas matérias em que a convergência desses pontos de vista e a partilha dos lugares nas Listas comuns é a tónica dominante tendo em conta influências com ascendente sobre as valências com predomínio exclusivamente local. Havendo para o efeito; candidatos a Presidente da Federação e Listas de Candidatos a Delegados aos Congressos Federativos.

No que concerne ao candidato a Presidente Federativo o seu perfil tem um peso acrescido num vasto leque de domínios onde o poder de decisão lhe dá dimensão e proeminência quanto baste consoante o acima descrito, mas também porque é uma eleição uninominal. Situação diferente tem as candidaturas a Delegados que são Listas plurinominais, mas cuja relevância decisória nas deliberações do Congresso é irrevogável.

A constituição de uma Lista de Candidatos nunca é um exercício fácil por divergências acumuladas ao longo dos mandatos onde a coexistência entre interesses é complexa e os conflitos pessoais abrem ruturas. As opções divergentes não coabitam e o modelo de organização social também não ajuda a desmistificar paradigmas do foro individual em benefício do coletivo.

A política aprofunda o estudo sobre aquilo que entende como sendo a melhor forma de articulação entre os interesses em disputa de forma a que as sociedades civilizadas interajam em harmonia e cada elo responda com eficácia numa corrente que não se pode quebrar sob pena de colapsar toda a cadeia.

Não fora isso e a atual pandemia teria dizimado já, literalmente, toda a estrutura social existente.

Importa por isso relevar o papel desempenhado pelo Partido Socialista na recuperação da situação económica do País com efeito direto na recuperação da qualidade de vida de todos os Portugueses a que acresce a sua irredutível posição na defesa dos interesses dos Países mais afetados pela crise económica mundial e, pela pandemia instalada, junto da União Europeia, sendo que, em Portugal, na primeira ocorrência a resposta do Governo neoliberal do PSD foi a austeridade conducente a uma situação de pobreza generalizada e, na segunda ocorrência o Governo do Partido Socialista é referencia internacional no combate que travamos contra o surto pandémico.

Também é, o acima descrito, que está em causa numa eleição Federativa.

Daí a importância que tem um perfil de liderança de proximidade solidário nos afetos e na visão política de que Todos somos Portugal e fazemos falta para encontrar soluções de futuro alternativas na continuidade do incremento e implementação de políticas sociais de esquerda onde o centro é o Homem e o periférico, são os bens.

Se duvidas havia o nosso quotidiano mostra de forma factual essa evidencia.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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