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João de Sousa

Sexta-feira, Outubro 22, 2021

Afinal, a “geringonça” vai conseguir cumprir a Legislatura?

Uma das primeiras vozes a despeitar a solução indicada pela maioria Parlamentar como sendo “Sol de pouca dura”, foi a voz de Paulo Portas, na altura Presidente do CDS/PP, que é a quem se aponta a afixação do rótulo de: “é uma geringonça”!Afinal, a geringonça, que se presume:

  • seja algo de disfuncional por desarticulado;
  • que não funciona porque foi mal pensado e pior construído;
  • impensável e, por isso, improvável de acontecer;

No seu ultimo passo para a concretização da Legislatura, a aprovação do Orçamento Geral do Estado para o ano da graça de dois mil e dezanove, os detratores de uma solução politica que apelidaram de “geringonça” porque nunca acreditaram ser possível um Governo do Partido Socialista com o apoio Parlamentar do PCP-Partido Comunista Português, o BE-Bloco que Esquerda e o PEV-Partido Ecologista Os Verdes, já não acreditam nas oposições do PCP e do BE em matéria do foro do citado OGE, nem sequer que o não aprovem, porque, dizem, estão a fazer o “bluff” do costume para pressionar o PS e que depois em sede própria, o Parlamento, aprovarão o documento, viabilizando assim o Governo de António Costa.

Como se essa coisa, a de pressionar, contestando e impondo pontos de vista em relação a medidas económicas estruturantes de forma a evitar fraturas sociais, fosse uma coisa do outro mundo, só ao alcance da visão dos predestinados para a análise política.

Os tais que, preenchem os espaços mortos dos serviços noticiosos teledifundidos, onde desfiam um novelo de contradições de análise para análise sem nunca serem contraditos por terem dito o contrário dias antes. Como foi o caso da durabilidade da solução de Governo encontrada em que anteviam eleições antecipadas uma vez que o seu mentor de então – que não o de hoje – Pedro Passos Coelho, como tinha tido um maior número de votos na sua coligação PSD/CDS do que os restantes partidos individualmente, ganharia com facilidade essa contenda.

A dissolução do Parlamento foi a sua aposta perdida.

Não porque Marcelo Rebelo de Sousa o não quisesse fazer.

Simplesmente, foi confrontado com uma solução que não podia rejeitar por emanar de uma maioria Parlamentar que é aquilo que a Constituição da República Portuguesa exige. Marcelo “engoliu o sapo” e não teve outra alternativa que não fosse a de nomear Primeiro Ministro, António Costa.

Uma das primeiras vozes a despeitar a solução indicada pela maioria Parlamentar como sendo “Sol de pouca dura”, foi a voz de Paulo Portas, na altura Presidente do CDS/PP, que é a quem se aponta a afixação do rótulo de: “é uma geringonça”!

Enganou-se Paulo Portas e muitos outros. Entretanto, o mesmo Paulo Portas, já não é Presidente de coisa alguma, quiçá aspirará a ser candidato a Presidente da República, copiando o trajeto de Marcelo pela via do comentador de política nacional, internacional e tudo o mais que lhe ocorra.

Tem carta branca para tudo isso porque, afinal, a direita, é a direita do capital que controla a imprensa nacional escrita televisiva e radiodifundida; a finança e a economia; a gestão dos serviços; e tudo o resto que se movimenta na sombra dos bastidores dos interesses estratégicos de controlo do poder político que superintende o Estado pela via Legislativa.

Os mesmos que diziam que a dita “geringonça” não duraria três meses. Depois já diziam: um ano. E agora, já não acreditam que a um ano de Eleições Legislativas a citada “geringonça” se desmorone. Digam, Jerónimo de Sousa ou Catarina Martins, aquilo que disserem.

Afinal, a esquerda ganhou este combate e impôs uma solução de Governo que tirou Portugal da profunda crise social, política e económica, em que se encontrava.

 

Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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