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Quinta-feira, Julho 7, 2022

Já começou o Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa

cartaz
Começou na Sexta-Feira, dia 4, estende-se até dia 19 de Março, o Festival Internacional de Dança Contemporânea de Lisboa – Cumplicidades, que pretende retomar o espaço perdido há vários anos pela dança contemporânea. A edição zero (em 2015) é descrita por Francisco Camacho, director artístico, como um “acto de resistência face aos constrangimentos do País” e preparou terreno para esta primeira edição oficial. O Cumplicidades arranca com duas co-produções e uma componente internacional que destaca a região do Mediterrâneo, mas inclui também exposições, workshops e palestras.

No primeiro dia, Joana Von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristóvão apresentaram “O Céu É Apenas Um Disfarce Azul do Inferno”, um espectáculo de dança que explora os conceitos de Céu, Inferno, Demoníaco e Angélico na cultura portuguesa sob o signo das relações: seja na forma carnal, conceptual ou poética. O caos é usado pelos artistas como instrumento de interpretação. Repete dia 5 às 21h30 e dia 6 às 19h.

Nos dias 5 e 6 de Março, no Negócio ZDB, a coreógrafa Maurícia Neves apresenta em estreia “We Will Use Smoke Machines”, uma metáfora sobre a transformação do corpo humano em máquina; cinco artistas da fotografia, vídeo, luminotecnia, música, teatro e dança convidam o público a reflectir sobre como a sociedade marca os seres humanos através do experimentalismo.

Ainda no Negócio ZDB, mas entre dias 9 e 11 de Março às 21h30, “Os Mal Sentidos” é a proposta de Andresa Soares, Matthieu Ehrlacher e Gonçalo Alegria. Os artistas propõem-se traduzir para a dança a questão da construção de um mito em que duas pessoas estão sujeitas à linguagem como se esta fosse uma arma.

Em estreia nacional, a egípcia Karima Mansour apresenta, no Alkantara, dias 11 e 21 de Março às 19h, “Who Said Anything About Dance!?”, uma reflexão sobre o artista e a arte. A coreógrafa egípcia joga com as expectativas do público e reflecte sobre a utilidade da arte, num tom irónico que leva os espectadores a lerem nas entrelinhas.

Dia 12 de Março às 21h30 e dia 13 às 18h, no Teatro da Trindade, Joclécio Azevedo dança “Intermitências”, uma obra onde os bailarinos são em simultâneo testemunhas e narradores do processo de criação artística. O processo de trabalho, para o coreógrafo, tem de se tornar habitável e visível para o público.

Por sua vez, com entrada livre também no Teatro da Trindade, “Reacting To Time, Portugueses na Performance” é um workshop proposto por Vânia Rovisco. A decorrer dia 14 às 19h, trata-se da transmissão da performance” Il Faut Danser Portugal” de António Olaio.

Outra estreia nacional, a decorrer na Rua das Gaivotas, nº 6 em Lisboa, é a de “You’re Not a Fish After All”, de Mihran Tomasyan e Çiplak Ayaklar Kumpanyasi; os coreógrafos turcos prestam homenagem aos que morreram pela liberdade de expressão através da metáfora dos “assassinatos de água”.

No EIRA – Teatro da Voz, dia 15 de Março às 18h,  ensaio aberto ao público de “AIM”, de Flávio Rodrigues. O bailarino encarna um desempenho a solo onde explora as ideias de Medo, Fim e Extinção, a partir do conflito e da ameaça em direcção ao vazio.

Dias 18 e 19 de Março, às 19h, é a vez de Bruno Humberto apresentar “A Morte da Audiência” no Claustro do Museu da Marioneta. O bailarino e coreógrafo reflecte, através da dança, sobre o que é uma audiência, usando ainda a poesia, o teatro, o vídeo e o som, num ensaio absurdo que envolve o espectador.

De Marrocos, chega em estreia nacional “Contessa”, de Meryem Jazouli, dias 18 e 19 de Março, às 21h30 na Rua das Gaivotas, nº 6. Trata-se de um solo da coreógrafa marroquina que viaja pelas lendas e tradições do seu país através das figuras femininas.

Toda a programação do evento pode ser consultada em www.festivalcumplicidades.pt

 

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