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Sábado, Dezembro 3, 2022

Defender a democracia significa proteger a Independência e a Nação

Francisca Rocha
Francisca Rocha
Professora Francisca é dirigente licenciada de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB

O Brasil completa 200 anos de sua Independência neste 7 de setembro, com um desgoverno federal que faz de tudo para manchar a bandeira brasileira e a nossa soberania com manifestações antidemocráticas, deturpando o significado de nossa Independência e traindo o nosso povo.

São 200 anos de luta para construir uma Nação identificada pelo sentimento de unidade, de integridade, de respeito à diversidade e à democracia, tendo em vista que, a bem da verdade, poucas vezes o país respirou ares verdadeiramente democráticos.

Mas as lutas por democracia e pelo respeito à soberania nacional sempre ocorreram de forma intensa em toda a nossa história. O povo trabalhador lutou contra a escravidão, lutou por direitos trabalhistas e sociais, por determinação de uma jornada de trabalho menos extorsiva, por liberdade, por garantias de vida e por salário decente.

As mulheres lutaram pelo direito ao voto e de serem votadas, sem precisar da autorização de ninguém. Lutaram pelo direito ao trabalho e por remuneração justa, com salário igual, em função igual.

E continuamos lutando contra a violência doméstica, contra o assédio moral e sexual no ambiente do trabalho, contra a diferença salaria em relação aos homens. Lutamos para sermos valorizadas e exercermos cargos de chefia. Porque podemos e podemos muito.

Lutamos para nos reconhecermos todas e todos como brasileiras e brasileiros. Contra o racismo e a ideologia do patriarcado, que impõe a cultura do estupro, que viola a Constituição e invade terras indígenas, ataca o movimento sindical, os ambientalistas, os jornalistas, principalmente as mulheres jornalistas.

Também resistimos porque existimos para acabar com o abuso sexual de meninas, com a exploração do trabalho infantil e com o abuso que expõe crianças à prostituição infantil.

Neste momento estamos diante de um desgoverno que não respeita nada; mas apenas é tão-somente os muito ricos, agressores do meio ambiente, da ciência, da cultura, da vida. Destrói a educação pública, entrega o patrimônio nacional e as nossas estatais para grupos estrangeiros. Submete o país aos interesses de grandes conglomerados financeiros nacionais e internacionais.

Com isso, agrava a crise econômica que já acontecia antes da pandemia e piorou no período pandêmico pela omissão do desgoverno do “coisa ruim”. Mas a vida segue em frente e a resistência do povo brasileiro não cessará enquanto não tivermos trabalho decente e condições dignas de vida: mais educação, mais saúde, mais cultura, mais esporte, mais informação real, mais solidariedade e justiça.

Por isso, mais do que nunca, para ressaltar as lutas populares contra o sistema opressor em todo a nossa história, é necessário fortalecer a luta pela democracia neste momento de grande perigo às instituições e às liberdades das brasileiras e dos brasileiros, por setores reacionários voltados única e exclusivamente aos seus interesses mesquinhos.

Garantimos que nunca cessaremos de lutar enquanto o Brasil não for verdadeiramente das brasileiras e dos brasileiros. O Brasil é nosso e jamais entregaremos nossa bandeira e nossa Nação a aventureiros de plantão. O grito independência ou morte ecoa desde o dia 7 de setembro de 1822. Vencermos o ódio, a violência e o preconceito porque sabemos que a educação é o melhor caminho para a democracia e sem democracia não tem liberdade, nem vida digna.


Texto em português do Brasil

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