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Terça-feira, Janeiro 18, 2022

FBI na corda bamba depois do “mass shooting” da Florida

José Mateus
Analista e conferencista de Geo-estratégia e Inteligência Económica

J. Edgar Hoover deve revolver-se na tumba. O seu FBI parece hoje uma sombra do que era no seu tempo. Até projecta a percepção de “não acertar uma”. A coisa começou a tornar-se visível no “11 de Setembro” (em 2001, já lá vão quase 20 anos!).Hoje, não consegue sequer detectar um puto idiota e psicopata que nem se esconde e pelo contrário faz questão de disparatar à vista de toda a gente e ameaçar publicamente enquanto compra espingardas de assalto. Uma cegueira arrogante não tinha permitido ao FBI ver e perceber o que, em 2001, estava a ser montado pela Al-Qaeda. Não soube nem antecipar e nem fazer circular a informação que tinha e o único dos seus quadros que via o que se preparava não era escutado e nem tomado a sério.

Desgostoso, o homem bateu com a porta e aceitou o cargo de responsável da segurança do World Trade Center… Ironia do destino, o único que entendia a lógica de funcionamento da Al-Qaeda morreu no ataque dos islamistas de Bin Laden às torres gémeas.

Tempos antes de morrer assassinado pela Al-Qaeda (a 09 de Setembro de 2011…), o Comandante Ahmad Shah Massoud tinha dito a “Kirk”, da CIA, que “já não há homens em Wahington…”. Isto depois de horas, com Bin Laden debaixo de mira, à espera do que nunca veio: a ‘luz verde’ de Bill Clinton, depois de lhe terem comunicado que “a galinha está no galinheiro”… Massoud explicou, então, a “Kirk” que, para aquilo, não voltava a arriscar a vida dos seus homens, num longo raid em território hostil e muito longe das suas bases.

Massoud soube antecipar, desde essa madrugada, a incapacidade americana para lidar com uma ameaça nova como a da Al-Qaeda. O seu assassinato foi uma necessária operação prévia ao ataque islamista ao território americano. Massoud não podia estar vivo depois do ataque às torres gémeas pois teria iniciado uma implacável guerra em que os al-qaedas seriam caçados como coelhos e teria limpo o Afeganistão. Coisa que só ele poderia ter feito. A sua eliminação terá sido também o sinal para o desencadear do ataque às torres gémeas e ao Pentágono. O tal ataque feito nas barbas do FBI e sem que este nada cheirasse…

Depois disso, o FBI ficou a sofrer do que alguns chamam de “síndrome do 11 de Setembro”. Agora, afectado também pela incapacidade demonstrada, durante anos, para controlar, conter e desmontar os ataques (muito pouco sofisticados, de resto) de hackers russos (e outros…) a centros americanos e tendo-se deixado embrulhar em manobras muito obscuras de guerras eleitorais, aparece como incapaz de sinalizar um puto idiotamente agressivo… Resultado: mais uma série de corpos estendidos no terreno…

Os media conservadores (que passaram a não confiar no FBI por o considerarem um dispositivo ao serviço do clan Clinton & Cª) aproveitam, naturalmente, a ocasião e fazem parangonas a exigir a demissão do “patrão” da agência e a exigir a sua regeneração. No fim de contas, a exigir um novo FBI.

E gritam o óbvio: End the 9/11 Syndrome at the FBI  e  Fire the FBI Chief. E, como gritam o óbvio, é muito difícil contradizê-los junto da opinião pública. O FBI vive um dos piores momentos da sua história. E o velho maçon J. E. Hoover, de raiva, anda às voltas no túmulo.

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