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Sexta-feira, Dezembro 9, 2022

Filme colombiano “Los Reyes del Mundo”, de Laura Mora, ganhou a ‘Concha de Ouro’ do festival basco

José M. Bastos
José M. Bastos
Crítico de cinema

70º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE SAN SEBASTIÁN

Laura Mora é uma realizadora colombiana (Medelin, 1981) que, à beira dos 40  anos, apresentou no Festival de San Sebastián  que terminou no sábado passado, a sua segunda longa-metragem. A primeira, “Matar a Jesús”, de 2017,  foi um dos melhores trabalhos vistos no festival desse ano tendo recebido uma menção especial do prémio “Novos Directores”. Ilustrando na perfeição algo  que dissemos em texto anterior sobre o facto de o “Zinemaldia” ter uma atitude permanente de descoberta de novos talentos aqui temos, três anos depois, a  quase desconhecida Laura Mora a chegar à ‘Concha de Ouro’, a primeira para a cinematografia colombiana em 70 edições do festival.

Co-produção da Colômbia com o Luxemburgo, França, México e Noruega, “Los Reyes del Mundo” é um filme sobre a desobediência, a amizade e a dignidade da resistência, centrado nas vivências de cinco rapazes das ruas de Medelin que, “reis sem reino”, sem lei e sem família, empreendem uma viagem em busca da ‘terra prometida’.

“Los Reyes del Mundo” conquistou ainda dois prémios paralelos: o prémio ’Feroz’ e o prémio SIGNIS.

Registe-se que esta foi a terceiro ano consecutivo em que a “Conchade Ouro” foi atribuída a um filme realizado por uma mulher. Em 2020 o vencedor foi “Beginning” da georgiana Déa Kulumbegashvili  e em 2021 a distinguida foi a romena Alina Grigore com “Crai Nou’.

Os restantes prémios atribuídos pelo júri da secção oficial foram os seguintes:

  • Prémio Especial do Júri : “Runner” de Marian Mathias (EUA, Alemanha, França);
  • ‘Concha de Prata’ para  a melhor realização: Genki Kawamura (Japão) com “Hyakka” / A Hundred Flowers;
  • ‘Concha de Prata para a melhor interpretação: atribuída ex-aequo a  Paul Kircher em “Le Lycéen” de Christophe Honoré (França) e a Carla Quílez em “La Maternal” de Pilar Palomero (Espanha);
  • ‘Concha de Prata’ para a melhor interpretação secundária: Renata Lerman em “El Suplente” de Diego Lerman (Argentina, Espanha, Itália, México, França):
  • Prémio do Júri para o melhor guião: Wang Chao (China) por  “Kong Xiu” / A Woman;
  • Prémio do Júri para a melhor fotografia: Manuel Abramovich por “Pornomelancolía” de Manuel Abramovich (Argentina, França, Brasil, México)

 

Outros prémios oficiais

  • Prémio ‘Novos Directores’: “Fifi” de Jeanne Aslan, Paul Saintillan (França);
  • Menção especial ‘Novos Directores’ “Pokhar ke Dunu Paar” de Parth Saurabh (Índia);
  • Prémio ‘Horizontes’: “Tengo Sueños Eléctricos” de Valentina Maurel (Bélgica, França, Costa Rica);
  • Prémio ‘Zabaltegi/Tabakalaera’: “Godland” de Hlynur Pálmason (Dinamarca, Islândia, França, Suécia);
  • Prémio ‘Nest’: “Montaña Azul” de Sofá Salinas, Juan David Bohórquez (Colômbia);
  • Menção especial ‘Nest’: “Anabase” de Benjamin Goubet (Suíça);
  • Prémio do Público: “Argentina, 1985” de Santiago Mitre (Argentina, EUA);
  • Prémio do Público para um filme europeu: “As Bestas” de Rodrigo Sorogoyen (Espanha, França);
  • Prémio Irizar para o cinema basco: “Suro” de Mikel Gurrea (Espanha);
  • Menção especial do Prémio Irizar: “A Los Libros y a las Mujeres Canto” de Maria Elorza (Espanha);
  • Prémio da Juventude: “A Los Libros y a las Mujeres Canto” de Maria Elorza (Espanha).

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