Diário
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Independente
João de Sousa

Sábado, Dezembro 4, 2021

Global Wopida a 10 de Dezembro

#PraywithStandingRock É um momento de Oração conjunta em todo o mundo, dando graças pela terra, água limpa e pelos proctetores de água em Standing Rock.

 

Standing Rock: Prayer

“A utilização da palavra Prayer (oração) em vez de meditação ou algo semelhante, é um pedido do chefe indio. Standing Rock é um campo de oração. Cada pessoa pode orar de acordo com as suas convicções ou da forma que faça mais sentido para si. Não é preciso ser religioso. Pode, apenas, seguir o seu coração. Orar, também pode significar agir no terreno, mas de uma forma sagrada.” É desta forma que os promotores desta acção a definem.

Esta acção, pretende sensibilizar todas as pessoas para o tempo presente, mostrando sem véus nem cortinas o que se passa no mundo, mesmo ao nosso lado, e de que na maioria das vezes não nos apercebemos, não por não olhar, mas por não as querermos ver.

Orar por Standing Rock foi aprovado pelo Conselho Tribal em Standing Rock e desejamos, enquanto associados, respeitar e apoiar a liderança nativa e ser inclusivos na sua participação.

Eventos passados e futuros

A 26 de Novembro centenas de pessoas “Unified” em mais de 1000 locais no mundo se juntaram à linha da frente de Standing Rock para orar pela água, terra e uma comunidade global de apoiantes.

A próxima acção terá lugar já a 4 de Dezembro. Se quiser juntar-se à comunidade de Standing Rock para 30 minutos de silêncio e 30 minutos de oração, veja como fazê-lo em  pray with standing rock, assim como consultar eventos e futuras acções.

A 10 de Dezembro, o dia dos Direitos Humanos das Nações Unidas seja mais um a junta-se ao Chefe Phil Lane e a muitos outros líderes tradicionais para uma Global Wopida.

Standing Rock

Opinião

As guerras sem fim à vista, por causa de interesses que só alguns conhecem na sua essência, mas que todos sofremos directa e indirectamenteno nosso dia-a-dia. Coisas tão simples como abrir uma torneira de água, que fazemos automaticamente, sem pensar: como? porquê? são actos que muitas pessoas no mundo inteiro estão privadas de fazer. Porque não existem sistemas de canalização eficientes, a água a que têm acesso está poluída ou porque pura e simplesmente não têm acesso a ela.

Estes são apenas exemplos demasiado comuns e que o politicamente correcto “implantado” na nossa mentalidade sabe que existe. Mas como não está a acontecer directamente connosco, é mais fácil não pensar. No entanto, algo de grave se passa se pensarmos que a privatização da águas nos está a entrar lentamente, em pézinhos de lã pela nossa porta… melhor já cá mora. Mas disfarçada.

Um exemplo muito simples é o facto da marca Nestlé deter grande parte da água que é comercializada no mundo. Apesar de apoiar grandes iniciativas de água e ter uma orientação específica para os fornecedores sobre a gestão da água. E, de liderar o caminho com as políticas em matéria de água e continua a ser a empresa mais transparente. Desde fevereiro de 2014, a Nestlé fez algumas melhorias em terras de agricultores e actualizou os seus planos de acção para apoiar os fornecedores. No entanto a companhia não estabeleceu um alvo para reduzir o uso da água em toda a cadeia de valor ou desenvolveu mecanismos de reclamações nos casos em que os direitos de água foram violados.

Mas até quando?

Até quando ficaremos à mercê das grandes empresas? Ninguém as elege, mas são elas que nos governam. Não o digo como mãe, que não sou, mas como tia de vários sobrinhos e pessoa que gostaria que eles e os filhos dos seus filhos ainda tivessem oportunidade de ver, viver saboear as coisas simples e boas da vida. Ter um copo de água para beber quando se tem sede.

Como forma a marcar uma posição quanto ao futuro do planeta – água e terra – que se deixa como herença para as gerações futuras é que esta plataforma existe e está a levar a cabo esta iniciativa . É para alertar para esta e todas as outras questões de sobrevivência que vale a pena ir novamente ao topo desta página e rever o video, caso ainda não tenho feito o play.

Rute Henriques

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