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Terça-feira, Setembro 28, 2021

Gritar por Rojava!

Paulo Vieira de Castrohttp://www.paulovieiradecastro.pt
Autor na área do bem-estar nos negócios, práticas educativas e terapêuticas. Diretor do departamento de bem-estar nas organizações do I-ACT - Institute of Applied Consciousness Technologies (USA).

Rojava quer dizer pôr do sol em língua curda. Militarmente a República de Rojava possui um temível exército onde se tornaram mais evidentes as mulheres. Os “Peshmerga”, cujo significado é: aqueles que enfrentam a morte, não são mais de 40 mil soldados mal armados.

Quando o regime de Assad começou a ruir os curdos sírios de Rojava viram-se forçados a realizar reformas estruturais. Como que inspirados pelo ideário do norte americano Murray Bookchin e pela sua ecologia da liberdade, desenvolveram uma república anti-estado, anti-capitalismo e, fundamentalmente, um novo modo de vida.

Estes homens e mulheres tornaram-se conhecidos após terem resistido heroicamente ao Isis na pequena cidade de Kobanî. Eles enfrentam a morte para glorificar a “Revolução de Rojava”. E esta é a história que interessa contar ao mundo. Porém, ninguém a revela. Porque será, pergunto-me.

A defesa de princípios humanos universais, dos valores femininos, da democracia direta, da visão ecológica, étnica e linguística, assim como o pluralismo religioso, fizeram deles inimigos preferenciais do Estado Islâmico.

Rojava

Para além da guerra com o Isis, Rojava tenta , ainda, superar as dificuldades impostas pelo embargo dos movimentos políticos curdos dominados pela Turquia.

Rojava vive entre embargos e a ignorância de um mundo que teima em não acreditar no exemplo deste povo. Sem saída para o mar, com a fronteira fechada pelos turcos nos territórios curdos por estes ocupados e, ainda, sem poder mover-se para o sul, onde o Isis está instalado, o povo de Rojava resiste perante a perplexidade de todos.

Rojava representa um projeto de autonomia democrática e de coexistência pacífica dos povos da região. Porque ninguém fala nisso?

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