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Domingo, Fevereiro 25, 2024

Lei sancionada pelo presidente Lula é a nossa luta por valorização profissional na educação básica

Francisca Rocha
Francisca Rocha
Professora Francisca é dirigente licenciada de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB

A sanção da Lei 14.817/2024 representa um grande avanço para a melhoria da educação básica no país. Há décadas, os profissionais da educação vêm lutando por valorização profissional. Principalmente nas questões que a lei toca como um plano de carreira decente, com base na realidade e com formação continuada porque a nossa profissão é profundamente dinâmica e a vida não espera. Em todos os momentos precisamos nos atualizar, ainda mais na velocidade em que as mudanças estão acontecendo.

Junto a tudo isso é essencial, como consta na nova lei, a melhoria das condições de trabalho, tirando o ônus do processo educativo dos ombros apenas dos profissionais da educação. Atualmente as professoras e professores sofrem muita pressão para cumprir metas, estilo bancárias, com governantes pouco preocupados com a qualidade do ensino e com a vida das professoras e professores.

A Lei 14.817/2024 representa uma grande conquista das lutas das trabalhadoras e trabalhadores da educação pública para o povo brasileiro ter educação que possibilite a melhoria de vida das pessoas e o desenvolvimento do país com combate às desigualdades, respeitando as diversidades de nossa nação.

E mesmo que essa importante lei federal represente um significativo avanço para a educação básica pública no país, em São Paulo enfrentamos desafios substanciais, pois o governador Tarcísio de Freitas, além de não aumentar os necessários investimentos, ele quer cortar verbas da educação pública.

O governador enviou projeto à Assembleia Legislativa do estado para reduzir os 30% destinados à educação pública para 25%, o que tira mais de R$ 9 bilhões dessa área essencial para o desenvolvimento.

O secretário da Educação, o empresário Renato Feder aprofunda o descaso com a educação pública, mostrando-se mais preocupado com a realização de convênios com organizações sociais, com clara intenção privatista. Além disso, o governo paulista está entregando cinquenta escolas para a rede municipal de São Paulo. O que mostra a intenção de eximir-se de sua responsabilidade com a educação pública.

A nossa luta continua sendo em defesa da valorização profissional com os artigos contidos nessa nova lei. Temos que exigir do estado mais rico da nação, mais investimentos na educação, melhorias estruturais nas escolas e melhores condições de trabalho aos profissionais.


Texto em português do Brasil

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