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Quinta-feira, Fevereiro 29, 2024

Lennon, o revolucionário, faria hoje 75 anos

John Lennon faria hoje 75 anos
John Lennon faria hoje 75 anos

Não tivesse John Winston Lennon sido assassinado a 8 de Dezembro de 1980 à porta de sua casa, junto ao Central Park de Nova Iorque, e poderia estar hoje a festejar o seu 75º aniversário entre os seus milhões de fãs. O homem que lhe tirou a vida, Mark Chapman, terá justificado o acto pela repulsa que lhe terão causado algumas afirmações de Lennon sobre Deus.

Já década e meia antes, em plena “beatlemania”, numa conferência de imprensa, John Lennon tinha afirmado que “os Beatles são mais conhecidos que Jesus Cristo”. Uma declaração que motivou grandes manifestações a favor e contra Lennon e os próprios Beatles. Com sectores radicais cristãos, sobretudo nos Estados Unidos, a queimarem discos da banda, tentando provar que, afinal, os quatro simpáticos meninos de Liverpool eram perigosos Anjos do Inferno. Não foi por isso que eles iriam vender menos ou que Lennon iria mudar a sua atitude, bem pelo contrário.

Desde que com Paul McCartney fundara os The Quarrymen (mais tarde The Beatles), Lennon sempre mostrou um carácter rebelde, revolucionário. Era claro que para além do genial compositor de “love songs”, da pop-star que se passeava em Londres num rolls-royce psicadélico, estava um homem preocupado com a realidade da sua sociedade e suas injustiças. Um artista empenhado, de esquerda, que claramente acreditava que a canção podia e devia ser uma arma.

A vida de Lennon seria fortemente marcada pelo seu encontro com a artista japonesa Yoko Ono numa galeria londrina. Nunca mais se largaram. Para onde ia John ia ela. Mesmo para o estúdio de gravação, onde os 4 de Liverpool aprontavam “Let it be”, o que segundo as más línguas da pop terá levado ao fim dos The Beatles.

Acabava o quarteto e nascia o dueto: Lennon/Ono. O genial compositor juntou uma larga banda –Plastic Ono Band – e lançou alto o grito: “Give Peace a Chance”. Para juntar ênfase ao apelo, John Lennon e a mulher deitaram-se na cama de um quarto de Hotel em Amesterdão e abriram a porta ao mundo, apelando à paz.

Toda esta militância pela paz em plena Guerra do Vietnam, naturalmente, não era do agrado das autoridades norte-americanas, com o FBI a investigar John Lennon, sobretudo quando este apelou a residência nos EUA. Pelo meio ficaram alegadas relações e chorudos donativos ao Partido Comunista Britânico e ao IRA (Exército Revolucionário da Irlanda do Norte). Alegações nunca totalmente provadas.

Mas foi mesmo em Nova Iorque que o casal Lennon se radicou até ao tresloucado acto de Mark Chapman, que roubou à Humanidade um dos seus mais inspirados ícones. Hoje, Central Park e o Mundo relembram o homem e o músico.

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