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João de Sousa

Domingo, Novembro 28, 2021

Mil caras do fascismo

Hélder Costa
Actor, dramaturgo e encenador do Teatro A Barraca.

Como é que esta gente aparece, se oculta, reaparece, e assim acontece?Porque têm alguns princípios – a que eles chamam valores – que costumam funcionar.

O culto da tradição, dizem que são “Conservadores” – boa palavra, tem uma patine snob e monárquica…

São contra qualquer modernismo, têm medo da diferença e do “Outro”, estão sempre a inventar o “inimigo”, são nacionalistas que usam a guerra para criar o “espaço vital”, machistas mas sedutores da valsa do baile das donzelas, têm como alvo essencial e prioritário as classes médias frustradas – o tal medo de ser pobre ou – pior – voltar a ser pobre, dominam o reino da cunha, do bluff, da subserviência e sua irmã gémea a arrogância.

E andam por aí impunemente usando também o crime e o genocídio bem protegidos com atrasos e prescrições de falsas justiças.

Essa mancha internacional faz lembrar os anos 30 com a vitoriosa cavalgada dos Siefgrid da “peste castanha”.

Mas desta vez, refinaram. Berlusconi, Trump, Bolsonaro são símbolos Top dos diferentes caminhos para o renascimento da Fénix Nazi. E têm muitos assessores que vão por bom caminho. Mas também têm piada. Pelo menos, cá em casa.

Recordo com saudade aquele auto-colante:
EU SOU da AD, EU TRABALHO!

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