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Segunda-feira, Maio 23, 2022

Monumento nacional está a ser restaurado em Sobral de Monte Agraço

Joaquim Ribeiro
Joaquim Ribeiro
Jornalista

Estão a decorrer obras de beneficiação, conservação e restauro da igreja de Santo Quintino, no concelho do Sobral de Monte Agraço. Esta intervenção obriga a encerrar o monumento nacional ao público durante um período previsível de um ano.

A intervenção, que conta com o acompanhamento técnico de especialistas em preservação do património, está prevista no âmbito da estratégia nacional de desenvolvimento Portugal 2020 – Programa Centro 2020, e tem como propósito estabilizar a estrutura física do edifício de arquitectura religiosa.

Esta é uma “acção necessária à protecção do monumento, ambicionada há vários anos e assume uma posição estratégica para o crescimento do turismo regional e nacional, sendo mais uma intervenção do município para salvaguarda e requalificação do património classificado, substituindo-se, mais uma vez às entidades competentes”, esclarece o presidente da Câmara Municipal, José Alberto Quintino.

Igreja de Santo Quintino

A igreja de Santo Quintino é um dos mais belos templos de arquitectura manuelina e renascentista. Mandada construir pelo rei D. Manuel I, em 1520, é considerada monumento nacional desde 1910. É visitada regularmente por estudantes e turistas rendidos à diversidade artística da azulejaria, pintura e escultura que apresenta.

Este templo de assinalável qualidade estética é, hoje, o resultado de várias intervenções feitas em diferentes épocas, que combinaram várias linguagens artísticas, desde o manuelino até ao renascimento, passando por reformas barrocas do século XVIII. Estes contributos fizeram dele um verdadeiro mostruário de azulejaria e de estilos arquitectónicos e artísticos distintos. No exterior, destaca-se o pórtico, envolvido por pilastras e por um frontão triangular e o arco, enquadrado por uma composição de vários elementos decorativos de estilo manuelino e renascentista.

No seu interior merece um olhar atento os grandes painéis de azulejo do século XVII (silhar superior) e do século XVIII (silhar inferior) com um característico motivo de albarradas; os azulejos hispano-mouriscos da capela-mor e da capela de S. Pedro; a imagem da Nossa Senhora da Piedade, padroeira da Igreja; e do período quinhentista, o invulgar púlpito de pedra; as imagens de Santo Quintino e de S. Pedro; o batistério, um dos mais harmoniosos exemplares quinhentistas, da autoria de Simão Correia; e as cinco tábuas do início do maneirismo nacional, atribuídas ao Mestre de Santo Quintino, e que são o que resta do desmembramento do retábulo maneirista da igreja.

 

Foto: DR

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