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Sábado, Novembro 27, 2021

Músicas de Tom Jobim encantam e fazem pensar no futuro que desejamos

Marcos Aurélio Ruy, em São Paulo
Jornalista, assessor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

Depois de uma breve ausência, a seção retorna. E volta abusando do talento musical do nosso “maestro soberano” como canta Chico Buarque na linda canção “Paratodos” (1993), onde homenageia seu ídolo. Pela quarta vez um único autor é homenageado na seção.

Isso porque Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o nosso Tom Jobim, morreu em 8 de dezembro de 1994 e em sua memória são destacadas algumas de suas obras. Provavelmente foi Tom Jobim quem mais projetou a música popular brasileira no exterior, principalmente com a bossa nova, que caiu no gosto de grandes músicos no mundo inteiro e agradou em cheio os músicos estadunidenses do jazz. O cantor Frank Sinatra (1915-1998) se encantou pela bossa nova e gravou músicas de Tom Jobim.

Tom Jobim em 1972. Foto Arquivo Nacional.

No dia 8 de dezembro outro enorme talento da música se foi. O inglês John Lennon foi assassinado nesse dia em 1980, aos 40 anos, mas Lennon já foi homenageado nesta seção em comemoração aos 80 anos que completaria em 9 de outubro.

Para muitos, Tom Jobim sintetizou a bossa nova, esse movimento que revolucionou a música popular brasileira e influenciou tudo o que veio depois. Aprecie sem nenhuma moderação algumas das mais importantes canções do nosso cancioneiro popular e abuse desse enorme talento de nossa cultura. Tom Jobim é a síntese do Brasil da delicadeza. Mas chega de saudade. O negócio é cantar.

 

Garota de Ipanema (1963), de Tom Jobim e Vinicius de Morares

Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

 

Chega de Saudade (1958), de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; canta João Gilberto

“Vai, minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade
A realidade é que sem ela não há paz
Não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai”

 

Chovendo na Roseira (1974), de Tom Jobim; Tom canta com Elis Regina

“Olha
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa, mas não cheira
A frescura das gotas húmidas
Que é de Luísa, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém”

 

Desafinado (1958), de Newton Mendonça e Tom Jobim

“Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isto em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu

Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é Bossa Nova, isto é muito natural”

 

Anos Dourados (1986), de Chico Buarque e Tom Jobim

“Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
É desconcertante
Rever o grande amor”

 

Águas de Março (1972), de Tom Jobim; canta Sandy & Junior

“É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o Sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matinta Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira”

 


Texto em português do Brasil


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