Diário
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João de Sousa

Quinta-feira, Dezembro 2, 2021

Na era “Pós COVID 19” o Homem será diferente?

Ouve-se dizer com alguma regularidade que nada será como antes do aparecimento do contágio por vírus Covid 19.

Algo mudará com certeza:

  • hábitos de higiene pessoal;
  • contacto entre pessoas;
  • regulação nacional em todos os domínios;
  • regulação comunitária em todos os domínios;
  • outros.

Como é óbvio a organização social Ocidental e outras cujos desígnios são semelhantes sofreu um abalo incomensurável e irreparável na sua célula estrutural elementar: a família e todas as sensibilidades implícitas.

Mas isso é tema para outra abordagem porque à presente interessa pensar se afinal o Homem na sua essência intrínseca vai mudar.

Nesse pormenor a minha opinião é a seguinte.

Se alguém pensa que o Homem vai mudar a sua forma de estar ou de ser desengane-se.

O Homem só muda com as mudanças artificiais que o obrigam a mudar e mesmo essas mudanças que são o resultado das suas contradições intraculturais e interculturais em articulação com uma cadeia global de interesses comuns no que toca à sobrevivência das civilizações enquanto células de um todo que forma uma comunidade entroncada em desígnios multidisciplinares transversais e antagónicos na competitividade individual ou coletiva de domínio e de poder numa escala de grandeza idêntica à da sua dimensão em ocupação de território habitável.

Ou então se por ordem natural resultante de acontecimento à escala global com efeitos diretos e indiretos sobre a vida o processo de evolução social corrente sofresse uma hecatombe que obrigasse a uma nova relação entre a biodiversidade em que a correlação das forças em presença seja equilibrada e o desenvolvimento racional aperfeiçoado e fundamentado em valores visíveis em que a dúvida sobre o princípio e o fim não exista e o suporte de troca de géneros e bens essenciais seja o da necessidade.

O Homem ao longo da sua existência nunca mudou em resultado de uma qualquer pandemia.

Tem um histórico pandémico progressivo em consonância com as próprias resistências que foi conquistando porque se há guerra de que o Homem nunca se livrou é a guerra da saúde. Guerra essa que tem um variável de frente de batalha pertinente: a do aumento do tempo médio de vida.

A guerra que trava contra as doenças por uma saúde sempre mais ampla e duradoura é uma guerra constituída por batalhas diárias de que no cômputo geral tem saído vencedor o que não quer dizer que para essas vitórias não tenha sofrido revezes drásticos com baixas dantescas.

Da incineração de outrora às ainda recentes valas comuns até à atual cremação tem sido as formas encontradas para impedir o contágio generalizado de todos os diversos surtos pandémicos ou simplesmente endémicos.

Outras formas de extermínio em massa de pessoas houve cujos efeitos atravessaram civilizações para impor desígnios sociais doutrinários e de organização social mas que não cabem nesta análise embora sirvam de exercício para a conclusão de que o Homem muda com o tempo não muda com o acontecimento.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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