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Quarta-feira, Setembro 29, 2021

No Governo Bolsonaro, país perde posições no ranking do desenvolvimento

Em 2019, o país saiu de 79ª colocação para 84ª entre 189 nações avaliadas. Por conta da pandemia do novo coronavírus, os indicadores em 2020 vão piorar ainda mais.

No primeiro ano do Governo Bolsonaro, o Brasil perdeu cinco posições em decorrência do baixo crescimento do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Em 2019, o país saiu de 79ª colocação para 84ª entre 189 nações avaliadas. Por conta da pandemia do novo coronavírus, os indicadores em 2020 vão piorar ainda mais. As informações são do UOL.

O IDH brasileiro ficou em 0,765 em 2019, ante 0,762 em 2018, um crescimento de apenas 0,39%. Esse ritmo lento vem derrubando o país no ranking global, de forma continuada. São componentes do índice a expectativa de vida ao nascer, a escolaridade e a renda.

PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) projeta uma queda generalizada do IDH global neste ano, em proporções muito superiores, por exemplo, ao verificado na crise financeira de 2008.

Na América Latina, o Brasil tem IDH inferior a Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, México, Peru e Colômbia. O país está à frente de Equador, Paraguai, Bolívia e Venezuela.

 

A ideologia bolsonarista por trás da queda do Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil

A posição do Brasil em 2019 no cálculo para as colocações no ranking mundial de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) merece reflexões. Pelos critérios adotados – que abrangem saúde, renda e escolaridade e medem o bem-estar da população – o país está em 84º lugar entre 189 nações. A ONU destaca a falta de avanços na educação como responsável pelo índice brasileiro, além de alertar para a alta desigualdade de renda e de gênero.

Essa posição indica que o Brasil caiu cinco posições, com uma evolução de 0,003 em relação a 2018, considerado pelo Pnud como crescimento lento, ultrapassado por outros países que tiveram melhor desempenho. De acordo com o relatório, o período de permanência das pessoas na escola ainda é o mesmo de 2016, de 15,4 anos.

A média de anos de estudo teve uma pequena alta, de 7,8 anos em 2018 para 8 anos em 2019. Outro dado relevante é que o país ocupa a 6º posição entre os países da América do Sul, atrás de Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia – os dois últimos estavam abaixo e empatados com o Brasil no ranking de 2018.

Quando são incluídos índices relacionados à desigualdade, o Brasil tem uma queda ainda maior, perdendo 20 posições. O IDH brasileiro, que é de 0,765, cai para 0,570, uma redução de 25,5%. Na questão de gênero, o país também amarga posição crítica, ficando na 95ª posição do Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), um ranking que inclui 162 nações.

São dados que refletem o crônico problema social brasileiro. O país sempre foi caracterizado por políticas públicas tímidas e insuficientes, mas a força da ideologia neoliberal à brasileira, com fortes traços escravocratas, acentuou essa tendência. Questões como saúde, segurança, educação e infraestrutura são sempre subordinadas à função do Estado como ente gerenciador do mercado financeiro especulativo, a velha e ineficiente teoria de que um governo com rígidos controles fiscais garante investimentos privados em profusão.

A política monetária definida por metas arbitrárias de inflação, câmbio e juros ignora o potencial de uma economia, cheia de riquezas naturais e de industrialização média. Baseada em teses ditas únicas, desde que apareceu no país os resultados foram melancólicos. Mais uma vez, os frutos desse desastre aparecem por toda parte – desemprego em massa, quebradeira de empresas e precariedade dos serviços públicos.

Essa posição do Brasil no ranking mundial de IDH é apenas mais uma constatação dessa dura realidade.  Diante disso, o que faz o governo Bolsonaro? Propõe um salário mínimo sem aumento real em 2021 e extingue o auxílio emergencial aos mais pobres quando a pandemia volta a piorar, além de tentar retirar dinheiro do Fundeb.


Texto original em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado

 

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