Diário
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João de Sousa

Quinta-feira, Janeiro 20, 2022

O Brasil de Lula da Silva

O Brasil da escravatura, das fazendas, dos coronéis e dos generais.O Brasil dos extremos: Ou se é pobre. Ou se é rico.

O Brasil dos favores. Da corrupção. Da criminalidade impoluta.

O Brasil das crenças e das mezinhas. Das tradições e das culturas diversificadas.

O Brasil das assimetrias regionais e Estaduais: O interior de pé descalço e a cidade cosmopolita.

O Brasil das assimetrias urbanas: A cidade e a favela.

O Brasil dos pobres sem casa; do narcotráfico; da prostituição; da violência policial e militar.

O Brasil selvagem: Onde os sem terra reivindicam uma reforma agrária que dê a terra a quem na trabalha. Onde os indígenas lutam pelas suas terras e floresta contra as madeireiras sem escrúpulos.

O Brasil, o Rio Amazonas e a floresta Amazónica. Um pulmão do mundo que tende a colapsar.

O Brasil!

O eixo financeiro e económico de toda a América Latina. Onde a indústria de ponta tecnológica avança e todo o tecido social eclode para uma vida melhor. A economia irrompe e o futuro fica mais próximo. O poder de compra aumenta e os interesses mais conservadores tremem.

O Brasil com um projeto “minha casa minha vida” para os pobres e um conjunto de outros projetos que mudaram a sua face de País do “terceiro mundo” para a condição de “economia imergente” numa “América Latina” antes votada ao abandono e que de um momento para o outro passou a alavanca impulsionadora de um forte movimento libertador das classes sociais mais desfavorecidas naquela zona do globo.

Algo que não agradou aos agentes do capitalismo selvagem instalado na América do Norte, nomeadamente aos Estados Unidos da América, que se empenharam por todos os meios em travar a evolução social que acontecia, não só no Brasil, Chile e Argentina, mas também na Venezuela, Colômbia e Bolívia.

A batalha política que hoje se trava no Brasil não é contra a fome nem contra a ditadura feudal ou militar.

A batalha que hoje se trava no Brasil é a batalha de sempre. Contra a corrupção. Uma batalha antes silenciosa, desde a Colonização do Continente até à democratização dos regimes políticos vigentes.

Só que essa batalha tem nos dirigentes políticos conotados com a esquerda o alvo. E por isso assume relevância maior.

A classe política está em crise profunda de valores por impotência em tomar medidas drásticas na implementação de políticas transversais contra a corrupção acabando sentados no banco dos réus, ou em outros “bancos”, seduzidos pelos esquemas montados e que não conseguiram anular e que por isso acabam “engolidos” pelos próprios, sem ter a perceção de que com a sua queda ou prisão, são sempre os mais pobres a pagar os custos dessa conduta irregular. Um preço demasiado elevado para gerações inteiras e por décadas de duração quando não acontece o retrocesso civilizacional ultimamente em voga aquando da tomada do poder por conservadores de direita.

O combate popular de raiz é, nos últimos tempos, contra os políticos. Classe que generalizadamente associam aos esquemas montados para fuga aos impostos quando, em boa verdade, quem tem benefício direto da fuga aos impostos é sempre quem arrecada fluxos de capitais em escala. Coisa que não é, propriamente, o exercício da atividade de um qualquer agente político. Quando muito, este último, beneficia o primeiro e por isso é “agraciado”. O que é grave. E que por isso deve ser julgado.

O “amargo de boca” é que os primeiros citados no paragrafo anterior ninguém conhece e por isso jamais se sentarão em qualquer banco para réus.

Ou será que ainda ninguém deu por isso?

Importa por isso reverter com celeridade esta tendência que varre o mundo moderno: o do progresso e o estagnado, mesmo o que está já em reversão, sob pena de podermos vir a “acordar” tarde de mais.

O Brasil é, neste momento a “boca” de um vulcão em erupção lenta de lava incandescente que “incendeia” o mundo.

Este é o Brasil de Lula da Silva que foi apanhado na teia secular de formatação cultural atreita à corrupção generalizada, vitima da sua própria governação!

Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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