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João de Sousa

Terça-feira, Julho 23, 2024

O Capitalismo, o Estado Social e os servos

Desde os primórdios que a relação económica entre as pessoas tem uma doutrina primária que aponta a mais valia como ónus sobre o bem,  seja ele qual for, como fator essencial para a venda, aquisição, ou troca.

Tudo tem um valor determinado por conjuntura especifica sobre o qual acresce a mais valia que acaba sendo o garante de que as sociedades em geral nunca tiveram de estabilidade económica e social e que por isso cultivaram o principio da poupança para ultrapassar situações adversas.

Simplesmente, com a evolução da civilização societária a organização ajustou outras ferramentas para melhor enfrentar as mudanças conjunturais e, circunstanciais do mundo no tempo.

Como é obvio o que está em causa são interesses antagónicos imbuídos para modelos de organização politica e social completamente diferentes em que de um lado estão os poderosos e do outro lado estão os que vendem a sua força de trabalho, e por isso injusto para o povo e, de superior justiça para o rotulado de… investidor… que mais não faz do que arrecadar as mais valias do trabalho dos outros que é o único investimento efetivo.

Bem podem os arautos panfletários do sistema fazer as análises sociais, politicas, económicas, filantrópicas e outras, na logica dos cardápios que correm nos corredores sombrios do futebol onde os milhões voam de um lado para o outro sem qualquer histórico credível, controlo legal claro esquecendo que, ou fazendo de conta, os paraísos fiscais são uma habilidade meritória dos seus utilizadores, e eles, os comentadores papagaios são os espertos do sitio suficientemente bem pagos mas, a anos luz dos milhões que glosam babados.

O povo por muito que o pense ter, não tem vontade própria, como o comprovam as flexões e inflexões da opinião corrente, consoante a vontade de quem com facilidade a manipula salvo em circunstancia extrema que diretamente o afete onde tem uma única alternativa:  a contestação na rua.

Sendo que, depois, os papagaios do regime concluirão serem grupos de marginais sobre que farão comentário nos meios comunicação social onde foram colocados para servirem os interesses instalados que é tarefa para que não hesitam desde que sejam bem pagos estando-se borrifando para a situação de pobreza em agravamento contínuo dos demais concidadãos.

Todos eles sabem de tudo mesmo sobre o que não sabem desde que para isso sejam solicitados.

Os números são manipulados consoante os interesses instalados esquecendo que, se o trabalho não for pago a riqueza total produzida reverte a favor do detentor da propriedade e, se for mal pago mais a inflação associada é um autentico rogobofe de lucros acumulados que até parecem ser um favor feito à sociedade pelas cadeias de distribuição como se constatou nas palavras sacras dos responsáveis do Pingo Doce e Sonae entre outros personagens endeusados pela pretensa capacidade em conseguir lucro liquido onde em “terra de cegos, quem tem olho é rei.” ao ponto de fazerem um favor ao País em por cá andarem perpetrando autênticos “assaltos” à luz do dia ao cobrarem na caixa valores superiores aos preços afixados em prateleira alegando serem os Governantes pessoas que não conhecem o País real e, por isso, ser Portugal um País pobre e envelhecido.

Omitindo a sua direta responsabilidade nessa condição de pobreza generalizada ao praticarem preços exorbitantes e no criar de condições de trabalho impeditivas de que as famílias sejam mais numerosas.

A efetiva culpa dos Governantes é a de lhes dar roda livre e benesses que levantam duvidas na sociedade. Umas fundadas e outras infundadas. Sobre como é que aparecem na cena politica personagens com perspetivas da organização social contrárias ao interesse comum e, em beneficio dos de sempre.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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