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João de Sousa

Sábado, Setembro 25, 2021

Albânia, o bastião da Europa

Paulo Casaca, em Bruxelas
Foi deputado no Parlamento Europeu de 1999 a 2009, na Assembleia da República em 1992-1993 e na Assembleia Regional dos Açores em 1990-1991. Foi professor convidado no ISEG 1995-1996, bem como no ISCAL. É autor de alguns livros em economia e relações internacionais.

mergulhar no olho azul da Albânia

Neste canto da Europa, os ditadores semearam bunkers, fuzilamentos e pobreza mas não conseguiram apagar a tolerância para com o outro e a vontade de encontrar uma vida melhor.

Olho Azul da Albânia

Para quem – desgostoso embora, com o descaminho que burocratas e líderes sem visão trouxeram – passou a sua vida dedicado à construção europeia, mergulhar no debate com líderes de opinião albaneses é quase tão vivificante como mergulhar no Olho Azul.

Os albaneses são ortodoxos, católicos, sunitas ou bektashis (aparentados aos Alevi, ao sufismo e aos dervixes iranianos, são tolerantes em matéria de vinho e outras) ou outra coisa qualquer, vivem separados por fronteiras e espalhados pelo mundo mas são sobretudo seres humanos. Estão por isso nos antípodas do movimento identitário nascido no cadinho politicamente correcto anglo-saxónico e transformado em bandeira da extrema-direita.

E talvez por isso a Europa precisa de buscar na Albânia o humanismo e capacidade de sonhar que perdeu.

Nota do Director

As opiniões expressas nos artigos de Opinião apenas vinculam os respectivos autores.

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