Diário
Director

Independente
João de Sousa

Sexta-feira, Setembro 17, 2021

Sim Senhor. Senhor, Presidente!

Em um tempo em que os diversos partidos políticos já deviam estar a preparar o caminho da eleição para o Presidente da Republica não só não o fazem como estão há espera que o atual diga publicamente da sua disponibilidade e interesse em se recandidatar como se não houvesse no País outra figura com outra dimensão e dinâmica.

De ontem. De hoje. E tudo aponta para que o seja de amanhã tal é a movimentação em torno de tão lustrada figura em quantidade de servis “Sim Senhor!” habilmente articulados na corrente dos meandros dos diversos poderes. Atitude que relega a qualidade porque: tudo bem; tudo mal; ou tudo assim-assim; é uma postura unicamente de conveniência.

Por sua vez esse alguém não se assume no plano ideológico depois de ter feito um trajeto político pessoal concorde-se ou não com um rigor incomum e que agora enjeita essa identidade retirando cunho ao prestígio da função já no limite daquilo que são os extremos de uma atuação que não serve o teatro politico para que já não há coreografia por inquinação dos cenários.

Mesmo tendo sido eleito por uma minoria do eleitorado um precedente Constitucional contraproducente por validar ato de representatividade minoritário sem o aval maioritário da Nação no seu universo eleitoral uma vez que esse universo maioritariamente não votou para o mais alto cargo da Nação – Presidente da Republica – num quadro internacional da defesa dos interesses da Nação que perde com celeridade a sua identidade de Estado Soberano de que é presumivelmente o garante face aos ditames externos lesivos dos motivos Históricos originais por serem penalizadores dessa identidade já há muito castrada e que a pandemia Covid-19 veio por a nu mas que não justificam tudo.

A teoria de que a personalidade é popular e consensual não pode condicionar a vontade politica da cidadania e muito menos a vontade politica da base social de apoio dos partidos políticos de forma que se coloquem de cócoras e desistam do combate politico para que foram constituídos defraudando assim a sua essência militante e esvaziando o seu espaço ideológico de mudança da organização politica da sociedade e do seu modelo macroeconómico precavendo o futuro de forma a que as novas gerações encontrem soluções de estabilidade a que possam dar continuidade.

Redunda assim a razão da razão que não vota porque ajuíza não valer a pena por politicamente serem: ”todos iguais“.

A abstenção dos que não acreditam que o seu voto mude coisa alguma é a convicção que não confia em pessoas que mudam de opinião por conveniência seja ela qual for. A abstenção é também um reflexo cultural do currículo formativo de uma mentalidade irresponsável com desculpas para tudo aquilo que não assume e por isso generalizado.

A figura do Presidente da República não é uma figura de organograma meramente decorativa.

O cargo de Presidente da República tem funções constitucionalmente definidas e que importa vincar porquanto a sua atividade influi nas políticas nacionais gerais depois de aprovadas na Assembleia da República assim como na Dissolução dessa mesma Assembleia como já aconteceu; empossamento do Governo; estabilidade politica; e muitas outras de carater institucional relevante onde a proeminência do Estado Soberano e Independente é a tónica dominante nomeadamente na sua representação internacional.

Do seu empenho também se extrai exemplo de influência significativa no desempenho do interesse social em contribuir para as melhores soluções políticas de que serão as vítimas ou os beneficiários.

Importa também por isso dar nota de que a eleição Presidencial é uma eleição que devia merecer maior respeito e reconhecimento da parte do eleitorado exercendo esse seu direito de votar. Nem que o fizesse depositando o voto na urna em branco.

O voto é o sinal inequívoco da orientação política da vontade dos cidadãos em democracia onde se aceitam os resultados e se age em conformidade política.

A ausência do voto é a legitimação da falta de vontade coletiva em traçar o seu próprio destino e por isso passiva e permissiva das consequências muitas vezes desastrosas para o bem comum de que nunca há retorno.

Em um tempo em que os diversos partidos políticos já deviam estar a preparar o caminho da eleição para o Presidente da Republica não só não o fazem como estão há espera que o atual diga publicamente da sua disponibilidade e interesse em se recandidatar como se não houvesse no País outra figura com outra dimensão e dinâmica.

É óbvio que as há e muitas.

O que as tolhe e lhes cércea o caminho é o exacerbo no comportamento politico partidário num processo invertido desde o seu início na justa medida em que deviam ser os partidos a apresentar os seus candidatos e não o contrário embora a Legislação não o entenda assim permitindo a candidatura simples sabendo-se de antemão que sem as “maquinas” partidárias os candidatos não passam disso mesmo: candidatos.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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