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João de Sousa

Quinta-feira, Janeiro 20, 2022

Só em democracia há soluções

Em 30 de janeiro 2022, com a economia estabilizada e a pandemia controlada os Portugueses saberão quem escolher porque a democracia é o único modelo de organização civilizacional que permite essa escolha e que por isso a sua preservação é tão essencial quanto o ar que respiramos.

É falso que não haja solução para o declínio do capitalismo tenha ele a face que tiver contrariamente ao que pensam e dizem as figuras mais representativas da análise económica mas também de uma certa casta de agentes políticos desde os ditos sociais democratas com o rótulo de socialistas até ao expoente do exercício financeiro que já tomou de assalto a era do virtual onde o que parece não é mas, pode vir a ser, conforme o reconhece Christine Madeleine Odette Lagarde uma prestigiada advogada que, para além de um vasto currículo na área financeira no desempenho da sua atividade profissional e política, foi presidente do Fundo Monetário Internacional e é a atual presidente do Banco Central Europeu. Ou seja; existe o perigo de as entidades bancarias que controlam os canais do dinheiro moeda internacional perderem esse controlo em favor de entidades virtuais com as consequências nefastas previsíveis.

Importa por isso estar atento a movimentações veladas em eixos geoestratégicos da economia mundial visando a alteração da atual correlação das forças existente para a estabilidade social no mundo e que estão a condicionar resultados eleitorais em Países com supremacia continental de forma a controlar e influencia o poder político e, ou, religioso, consoante o poder efetivo dominante e a fomentar e monitorizar todas as migrações regionais; nacionais; e internacionais.

É neste contexto de conjuntura internacional adversa que acontecerão as eleições legislativas antecipadas em Portugal.

Eleições legislativas a realizar no dia 30 de janeiro que, tendo em conta fatores de relevo politico internos e externos, mais não são do que um exercício (provocado) para tentar legitimar a possível tomada do poder por agentes de interesses financeiros de forma a evitar o colapso do edifício económico do capitalismo face ao avanço de um novo modelo tido por Estado Social que contempla a coabitação entre todos os agentes económicos, públicos e privados, em harmonia com todos os setores prestadores de serviços onde a qualidade de vida é a tónica principal e as respostas sociais atempadas e de qualidade são o mote.

Um novo modelo de organização económica de implementação obrigatória face aos avanços tecnológicos e de ajustamentos ambientais, mas também concorrenciais no tecido empresarial e de consumo para os quais o modelo capitalista já não tem resposta aprazível para as populações e que por isso tenta contornar desesperadamente.

A que acrescem as catástrofes naturais regulares mais o surto viral pandémico em curso com todas as consequências implícitas dando mostra de evidência clara:

  • no contexto político atual e estádio civilizacional dos povos, nas sociedades mais desenvolvidas, a organização política e social do Estado tem de assumir responsabilidades empresariais em domínios específicos porque só assim a Humanidade conseguirá sobreviver.

Aliás, a Humanidade sempre encontrou soluções para a sobrevivência da espécie independentemente do modelo de poder imposto ao longo da sua História.

Não fora as contradições implícitas ao atual modelo capitalista que exige ao Estado a responsabilidade do ónus social para sua própria salvaguarda e, as consequências do Covid 19 em letalidade; pobreza extrema; e de condições de vida sem soluções para as populações, teria sido dantesca.

É perante este cenário de incertezas e de instabilidade política, social e económica, que importa pensar o modelo e quais as forças políticas que notoriamente se identificam com uns e outros interesses.

De um lado temos os que pugnam por um Estado Social mais forte. E, do outro lado, temos aqueles que pugnam pela anulação do Estado no paradigma económico, mas também no de regulador.

Aquilo que acontece é que não haverá soluções sociais num modelo que prima pela concentração de toda a riqueza produzida em património de alguns. E que por isso, e perante isso, o Estado Social surge como a solução mais confiável no horizonte da organização política nacional.

Em 2015 os Portugueses optaram por mudar de caminho depois de um período de tempo com a população a viver o seu período mais sombrio desde abril de 1974 em que a austeridade imposta raiva a pobreza generalizada extrema e a depauperação do Estado atingiu o limite.

Em 30 de janeiro 2022, com a economia estabilizada e a pandemia controlada os Portugueses saberão quem escolher porque a democracia é o único modelo de organização civilizacional que permite essa escolha e que por isso a sua preservação é tão essencial quanto o ar que respiramos.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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