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Terça-feira, Dezembro 6, 2022

Tomates marroquinos etiquetados como espanhóis

Isabel Lourenço
Isabel Lourenço
Observadora Internacional e colaboradora de porunsaharalibre.org

Na sequência de várias denuncias da COAG (Coordenador de Organizações de Agricultores e Pecuária) a Junta de Andaluzia iniciou vários processos de investigação a pelo menos seis empresas da Almeria com práticas de re-rotulagem que envolvem multas de até três milhões de euros.

Várias organizações agrárias de Almeria asseguram que os camiões também trazem  pimentos verdes e feijão verde de Marrocos.

Noticia de Canalsur: Tomates marroquíes etiquetados como almerienses

COAG Almería publicou nas redes sociais vídeos em que se vê os camiões que transportam as caixas já vazias com etiquetas de origem de Marrocos em frente a uma das empresas onde se faz a re-etiquetagem e re-embalagem de forma a parecer que os produtos são de origem espanhola.

 

A COAG denuncia uma rota clandestina que tem inicio em Marrocos e que transporta os vegetais para a  Andaluzia, entrando pelos portos de Algeciras ou Motril. Os camiões param em Almeria onde os produtos são re-etiquetados como sendo espanhóis antes de seguirem caminho para França e outros países europeus.

Esta semana durante as manifestações dos agricultores da Andaluzia foi publicado outro vídeo, desta mostrando os  Agricultores a saquear os camiões cheios de produtos de Marrocos destinados à fraude de re-etiquetagem.

A origem dos produtos dentro de Marrocos não pode ser identificada, nem se parte destes carregamentos não virão dos territórios ocupados do Sahara Ocidental.

A União Europeia no entanto continua a defender e a tratar Marrocos com luva de pelica, apesar de todas as infracções e continuas violações das leis internacionais e acordos comerciais.


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