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Quarta-feira, Outubro 5, 2022

Trump ignorou manual de pandemia. EUA terão 250 mil mortos

M. Azancot de Menezes
M. Azancot de Menezes
PhD em Educação / Universidade de Lisboa. Timor-Leste

O Prefeito de Nova Iorque declarou que os hospitais não têm máscaras, luvas e outros equipamentos. As críticas são contundentes. Um manual do Conselho de Segurança Nacional (CSN) foi ignorado por Trump. Na análise da Casa Branca reconhece-se que morrerão nos EUA entre 200 a 250 mil pessoas.

Na opinião dos jornalistas Dan Diamond e Nahal Toosi, publicada no passado dia 25 de Março no «Político», com o título, Trump team failed to follow NSC’s pandemic playbook, o manual do CSN, um documento de 69 páginas, concluído em 2016, não foi considerado pelo governo de Trump.

A administração da Casa Branca não seguiu as instruções existentes no manual, nomeadamente uma lista passo a passo de prioridades em caso de pandemia – que foram ignoradas pela administração.

O governo de Trump esperou mais de um mês para solicitar financiamento de emergência mesmo havendo um cronograma estabelecido no referido manual.

Conforme afirmaram os jornalistas, no documento orientador, intitulado «Playbook for Early Response to Emerging Infectious Disease Threats and Biological Incidents», há perguntas do tipo, “existe equipamento de protecção individual suficiente para os profissionais de saúde que prestam assistência médica?”, e várias chamadas de atenção, como “questionar os números sobre a disseminação viral”, “garantir capacidade diagnostica apropriada” e “verificar o stock americano de recursos de emergência”, entre outras. Portanto, o manual põe em evidência diversas estratégias, tácticas e recomendações para que o governo dos EUA muito rapidamente pudesse detectar surtos potenciais, garantir financiamentos suplementares e invocar a Lei de Produção de Defesa.

Em todos estes aspectos, Donald Trump, irracionalmente, ficou aquém do cumprimento do cronograma estabelecido no manual do CSN.

Estima-se que haverá entre 100 a 250 mil mortes nos EUA

Sobre o drama que vai atingir com toda a força os EUA nas próximas semanas, Anthony Fauci, chefe do «Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA», declarou que “tudo” será feito para reduzir o número de mortes provocadas pela pandemia.

 

Anthony Fauci, chefe do «Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA»

A coordenadora da Casa Branca para o coronavírus reconheceu que no melhor cenário, haverá entre 200 e 250 mil mortes, note-se, se e só se as actuais políticas de isolamento social até ao final do mês de Abril forem garantidas, tais como a interrupção de reuniões, a suspensão de outras actividades, entre outras medidas.

 

Deborah Birx, coordenadora da Casa Branca para o coronavírus

Depois de ter ignorado os perigos da pandemia, por incompetência e má governação, chegando a sugerir durante uma entrevista na Casa Branca que as pessoas usassem cachecol ou lenços, Trump, tardiamente, tenta agora sensibilizar a população a cumprir com as recomendações das autoridades. Mas, não ficou imune às críticas de Barak Obama no Twitter, no dia 31, criticando aqueles que “recusaram as advertências” em relação à pandemia da COVID-19.

Os EUA, até às 2 horas da madrugada (horário de Angola) do dia 1 de Abril tinham registos oficiais de 187.729 infectados e 3.867 mortes confirmadas.

O estado de desespero do inquilino da Casa Branca é de tal ordem elevado que aceitou ajuda da Rússia e da China para combater a pandemia.


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