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João de Sousa

Segunda-feira, Dezembro 6, 2021

Uma bazuca e, maçãs!

A “bazuca” financeira aprovada em deliberação do Parlamento Europeu como sendo uma ferramenta imprescindível para encontrar parte da solução à grave crise social, económica e financeira(…)

A “bazuca” financeira aprovada em deliberação do Parlamento Europeu como sendo uma ferramenta imprescindível para encontrar parte da solução à grave crise social, económica e financeira que está instalada e a abalar profundamente a União Europeia, cujos danos diretos e indiretos tem já efeitos e consequências  irreparáveis com abrangência societária organizada em torno de modelos políticos específicos em articulação continental e intercontinental à dimensão mundial em que a pandemia  denominada como COVID 19, da família do vírus SARS-CoV-2, trouxe consigo uma narrativa para a História diferente da de outros momentos Históricos precisos nas diversas comunidades, não só pelos contornos estranhos da sua origem, mas também, da sua rápida propagação infeciosa por todos os Países no mundo, conhecidos que são os trajetos a montante e a jusante, origem causas e consequências, de todos os outros surtos pandémicos associados ou não a hecatombes naturais mas também resultantes da ação do Homem em claro exercício para o controlo do poder entre si e sobre as coisas, pelos quais a Humanidade tem passado e conseguido resistir.

Para memória futura assume importância estrutural relevante realçar o contexto social e político em que acontece a presente pandemia. Uma era em que o avanço tecnológico é exponencial em comparação com a evolução conhecida sobre a História da Humanidade.

Humanidade que se encontra perante um dilema fulcral para a sua sobrevivência como espécie em domínio específico como o é a sustentabilidade dos ecossistemas em permanente interação entre si. E aonde o eixo principal de todas as dinâmicas implícitas tem o seu enfoque:

  • no ajustamento sucedâneo às tecnologias e a transição sociológica para a era digital;
  • alterar as atuais condicionantes das dinâmicas climáticas naturais;
  • acautelar a sustentabilidade do meio em sintonia com o equilíbrio ambiental;

Em suma: Urge repensar a organização das sociedades no quadro dos seus limites numa lógica global dos impactos, sempre diferenciados no que toca ao estádio civilizacional das eras em que ocorreu cada surto pandémico e a era em que ocorre o surto atual, entre outras catástrofes naturais e, ou, causadas pelo Homem, num tempo em que a interdependência individual e coletiva é uma necessidade estrutural da organização política e social em sociedades civilizadas.

Nesta senda, a do acautelamento dos seus recursos e reservas naturais de carvão e aço, um conjunto de Países do Continente Europeu entendeu em tempo útil constituir a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) que posteriormente deu origem à CEE-Comunidade Económica Europeia e, na atualidade, se constituiu como, União Europeia. Uma estratégia política de continuidade da necessária articulação entre interesses económicos nacionais e supranacionais de forma a encontrar soluções coletivas em todos os domínios implícitos ao ato de viver em sociedades organizadas onde o individuo tem sido o centro gravitacional dos interesses temporais em constantes contradições intraculturais e interculturais.

A “bazuca” inicialmente referida é um fruto demasiado apetecível para os já acostumados a encher os bolsos com estes financiamentos sem outros encargos que não sejam os das migalhas distribuídas pelos capacitados especialistas na arte de arrumar os números com que se cozinham os projetos de habilitação ao apoio económico e, ou, ao financiamento de projeto em conformidade com os apoios decididos no quadro de referencia estratégica nacional (QREN) para a implementação estrutural e de coesão territorial das politicas transversais ao espaço comum da União Europeia.

Desde a adesão à então CEE – Comunidade Económica Europeia de que Portugal passou a fazer parte a partir do dia 1 de janeiro do ano de 1986 beneficiando por essa via da livre circulação de pessoas e mercadorias e a criação de uma moeda única em 2002 na já UE – União Europeia, objetando a harmonia económica e financeira entre os Países membros, que um conjunto de entidades se especializou em arrecadar recursos financeiros disponibilizados pelo coletivo para benefício próprio em vez da necessária estratégia de coesão territorial de resposta às necessidades das populações e das localidades.

Assim sendo, a “bazuca” Europeia disponibilizada ao Estado Português tornou-se em uma maçã demasiado apetecida para os “Adões” nacionais já habituados a estas cortesias e que se perfilam de forma a serem os únicos a “trincar” a “maçã” enquanto um coro carpido viciado em transito de sinal elétrico convertido pelas tecnologias em “autoestradas” da comunicação entre servidores onde se alojam bases de dados que indicam operação a crédito em favor de; os de sempre. Desde que; não seja exigida contrapartida alguma que não as sistémicas.

Os anunciados lesados pela pandemia e candidatos à “bazuca” são tantos que conseguem ofuscar os efetivos lesados:

  • pela fome;
  • pelo desemprego;
  • pela falência;
  • pela doença;
  • pelo desmoronar da família;
  • pela falta de habitação;
  • pela perda de qualidade de vida;
  • por todas as sequelas deixadas pelo coronavírus, COVID 19;
  • Entre muitos outros cujo rol é demasiado comprido;

Sendo que, todos aqueles que o Serviço Nacional de Saúde de saúde não tratou por opção de combate à pandemia assumem preocupação relevante.

A estabilidade possível e a resposta do Estado em todas as frentes desta complexa teia em que não perder o rumo é o mote, o Governo da Nação tem tido uma prestação por muitos questionada, mas de destaque incontornável. Mesmo com erros de percurso num mar revolto “em que estamos todos no mesmo barco” sem que se saiba com precisão quando acontecerá a bonança por que se luta.

É neste quadro que assistimos a um rol de milionários pedintes no sopé da “bazuca” onde até já os clubes de futebol profissional se introduziram.

O argumento é estendido o suficiente para que quem não precisa beneficie e quem precisa fica na espectativa.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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