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Quinta-feira, Abril 18, 2024

Mais de 120 crianças refugiadas desaparecidas em Calais

Crianças sírias entre os refugiados
Crianças sírias entre os refugiados

Mais de uma centena de crianças estão desaparecidas desde a demolição da denominada “selva de Calais”, no mês passado, perto da fronteira com o Reino Unido, divulga o The Independent. Segundo dados da ONG Help Refugees UK, 129 menores não acompanhados desapareceram das contagens efectuadas naquela área.

De acordo com os números, encontram-se naquela zona 4946 refugiados, 1400 dos quais em contentores colocados pelo Governo francês. A ONG mostrou-se “muito preocupada” com os mais recentes acontecimentos, alegando não ser aceitável este tipo de situação.

“Alertámos as autoridades francesas para a necessidade de por em funcionamento sistemas para registar e salvaguardar as 294 crianças que ainda permaneciam no campo”, escreveu aquela associação no Facebook.

A Help Refugees UK denunciou ainda não ter sido providenciado “alojamento alternativo para os menores não acompanhados durante os despejos, não ter sido feito nenhum registo das suas necessidades nem haver qualquer sistema de monitorização que garanta a sua segurança”.

A ONG disse ainda não haver nenhum sistema oficial de registo de crianças em Calais ou Dunkirk.

 

Mais de 10 mil crianças refugiadas desapareceram na Europa desde 2014

Entretanto, a Europol revelou que mais de 10 mil crianças refugiadas não acompanhadas desapareceram na Europa nos últimos dois anos. Os voluntários em Calais estão preocupados com a deterioração das condições de segurança e disseram ao The Independent que muitos rapazes adolescentes estão a ser violados no campo.

Libby Freeman, fundadora da campanha Calais Action, disse àquele jornal que “ninguém sabe onde estarão aquelas crianças vulneráveis”. “Com tantas crianças desaparecidas, é difícil não pensar o pior”, acrescentou.

A responsável disse ainda que “muitos dos menores têm o direito legal de se juntarem às suas famílias no Reino Unido”, pelo que o Governo britânico “devia deixar de atrasar a aplicação da lei”.

A idade média dos menores no campo ronda os 14 anos, sendo que a criança mais nova não acompanhada tem apenas oito anos de idade.

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