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Quinta-feira, Maio 30, 2024

A Família de Carlos IV, Goya

Guilherme Antunes
Guilherme Antunes
Licenciado em História de Arte | UNL

“A Família de Carlos IV”, de Goya. Francisco Goya, foi um pintor e gravador espanhol.

É o grande artista revolucionário do seu tempo concreto, sempre atento às modernas correntes pictóricas e com total liberdade de processos, que lhe servem para procurar denunciar os aspectos mais degradantes da vida humana. Goya encara a arte como uma forma possível de espelhar os sentimentos do Homem, de invectivá-lo ao ponto de garantir um aumento da sua consciencialização de ser humano. É um pintor de oscilações quanto ao seu ritmo de produção, ora lento, ora rápido. Sempre se preocupou, principalmente, com os processos de avanço do seu conhecimento e de aperfeiçoamento da sua técnica magistral. Teve dificuldades em impor as suas opções cromáticas, uma vez que os seus contemporâneos neo-clássicos depreciavam a cor, fazendo sobressair o desenho de inexcedível comportamento académico. Se deu início à sua carreira com cores terrosas, cedo compreendeu que era através do colorido pictórico que atingiria a plenitude cromática da luz. Admirador incondicional dos vermelhos, ei-lo, que percorre grande parte da sua obra com uma pincelada solta de execução rápida, mesmo que as suas últimas pinturas, no país, seja de ganho do preto e do Expressionismo.

Raramente alguém esteve numa posição tão marcadamente bipolar, isto é; artista consagrado no meio duma aristocracia real moribunda (provavelmente a mais execrável de toda a história das Espanhas), ele representa-a de uma forma impiedosa, marcando-a, inexoravelmente, sob uma fealdade cruel. Ao invés, intelectual comprometido, patriota progressivamente actuante, revolucionário finalmente corajoso (ele que havia sido acusado de colaboracionismo com o invasor) respondeu, erecto, ao chamamento da Pátria, marcando de forma indelével a História da Arte mundial.

Informação adicional

Artista: Francisco de Goya
Título: La familia de Carlos IV
Dimensões: 2,8 cm x 3,36 cm
Material: Tinta a óleo 
Criação: 1800–1801
Local: Museu do Prado, Madrid
Período: Romantismo

 

 


Nota de edição

Francisco Goya
1746-1828

Francisco José de Goya y Lucientes, mais conhecido apenas por Francisco Goya, foi um importante pintor espanhol da fase do Romantismo. Nasceu na cidade espanhola de Fuendetodos e faleceu em Bordéus (França) .

Iniciou os seus estudos na cidade de Saragoça, onde teve os ensinamentos do pintor José Luzán, que leccionava na Academia de Desenho de Saragoça. Em 1770 foi para Itália continuar os estudos, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde foi encarregado de pintar frescos para a Catedral local.

Em 1780 foi eleito membro da Real Academia de São Fernando de Madrid, sendo admitido com um quadro intitulado «Cristo na Cruz». Em 1785 tornou-se director-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor do rei Carlos III.

Em 1808, a Espanha é invadida pelas tropas de Napoleão. O artista pinta “O Colosso” (1809), onde retrata o seu horror em relação à guerra. Em 1812 morre sua mulher. Cria a série de gravuras “Desastres da Guerra”, entre elas, “O Fuzilamento” (1810). Em 1819, Goya se refugia numa casa de campo, amargurado e frustrado em relação aos homens.

Em 1820, aos 74 anos, começa a pintar, no muro de sua quinta, imagens sombrias e demoníacas chamadas “Pinturas Negras”, entre as quais o “Saturno Devorando Seu Filho” (1820) que prenunciava seu estado de espírito. Acusado de liberalismo e ameaçado de ser preso, foge para a França em 1824.


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