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Terça-feira, Outubro 26, 2021

A planta pede chuva como nós pedimos ar puro, liberdade e direitos iguais

Marcos Aurélio Ruy, em São Paulo
Jornalista, assessor do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

De “Micheque” a “Tenho Sede” a música popular brasileira sempre presente nas questões cruciais da vida do país. Aqui tem forró, com Anastácia, que no ano que vem completa 80 anos de vida, MPB com Ellen Oléria, uma das novas vozes representando a mulher negra e lésbica e com Hermes Aquino, compositor e cantor gaúcho pouco lembrado atualmente, rock com Sepultura um grupo brasileiro de heavy metal com sucesso mundial e Detonautas Roque Clube.

E merecidas homenagens a Jimi Hendrix (1942-1970), pela passagem dos 50 anos de sua morte, em 18 de setembro e Janis Joplin (1943-1970) que também nos deixou no dia 4 de outubro de 1970, há exatos 50 anos.

Janis Joplin

Não poderia ficar de fora desta seleção uma das mais importantes vozes da música no mundo. A estadunidense Janis Joplin partiu no dia 4 de outubro de 1970, aos 27 anos. Mas sua voz e suas interpretações singulares jamais serão esquecidas. Joplin inovou e destacou a voz da mulher nos efervescentes anos 1960 cantando a vontade de superar um sistema opressor das mulheres, dos negros, da classe trabalhadora e da vida. Morreu jovem, mas sua arte permanece eterna.

“Seu pai é rico
E sua mãe é de tão boa aparência
Ela parece bem agora
Silêncio, baby, baby, baby, baby, baby
Não, não, não, não, não chore
Não chore!”

 

Summertime (1969), de DuBose Heyward, George Gershwin e Ira Gershwin, canta: Janis Joplin

 

 

Anastácia

A cantora e compositora pernambucana Anastácia (Lucinete Ferreira) está na estrada do forró há muitos anos. Meio sumida da mídia atualmente, ela reúne composições em parceria com seu ex-companheiro Dominguinhos (1942-2013), entre muitos outros parceiros. Tem o seu lugar reservado na memória e na história da música popular brasileira.

“Traga-me um copo d’água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d’água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer”

 

Tenho Sede (1976), de Anastácia e Dominguinhos

 

 

Jimi Hendrix

Por uma falha imperdoável, Jimi Hendrix não foi selecionado no momento de lembrança dos 50 anos de sua partida antes de completar 28 anos em 1970. Hendrix colocou a guitarra no centro do palco e destacou o instrumental mesmo em festivais como Woodstcok, em 1969.

“Névoa púrpura por toda a minha cabeça
Agora as coisas não parecem mais as mesmas
Estou agindo meio engraçado, mas não sei o motivo
Com licença enquanto beijo o céu”

 

Purple Haze (Névoa Púrpura, 1967), de Jimi Hendrix

 

 

Ellen Oléria

A brasiliense Ellen Oléria está na estrada dede 2009 e se destaca na MPB contra o racismo e o preconceito aos LGBTs. Vale prestar atenção em seu talento vocal, melódico e poético.

“Todo o mundo que procura a cura
Sabe que toda a matéria em terra é finda
Mora na esperança mera
Chora, quer melhor presente agora
Vitória na trajetória
Quer se inundar de glória
Pôr sua digital na história
Desejo é planta, é flora”

 

Afrofuturo (2016), de Ellen Oléria

 

 

Hermes Aquino

O gaúcho Hermes Aquino anda sumido das mídias, mas estourou em 1976 com “Nuvem Passageira” aqui selecionada. Uma boa lembrança. A atualidade de suas canções é inegável.

“Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar”

 

Nuvem Passageira (1976), de Hermes Aquino

 

 

Sepultura

A banda mineira de heavy metal Sepultura foi criada em 1984 e nunca mais saiu das paradas de sucesso. Primeiro encantou o mundo com seu rock sem igual ao misturar death metal e thrash metal música indígena, africana, japonesa e diversos gêneros musicais brasileiros.  É uma das bandas de heavy metal mais prestigiadas do mundo.

“Sozinho, afastado
Perdido, raiva escurecida
Longe da graça
De um mundo traído
Venha e liberte a besta
Você pode me ouvir?
Eu quero a esperança”

 

Machine Messiah (Messias Máquina, 2017), de Andreas Kisser; canta: Sepultura

 

 

Detonautas

Detonautas Roque Clube é uma banda de rock carioca formada em 1997. Em geral apresenta canções políticas e com temas sociais. Aqui a sua mais recente canção “Micheque”, que motivou processo à banda pela primeira-dama Michele Bolsonaro, como notícia a mídia. A letra está na legenda do vídeo.

Micheque, de Detonautas


Texto em português do Brasil


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