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Quarta-feira, Outubro 27, 2021

A propósito do luxo e outras banalidades

Delmar Gonçalves, de Moçambique
De Quelimane, República de Moçambique. Presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD) e Coordenador Literário da Editorial Minerva. Venceu o Prémio de Literatura Juvenil Ferreira de Castro em 1987; o Galardão África Today em 2006; e o Prémio Lusofonia 2017.

Começo a ficar preocupado, confesso.

O que se passa afinal, que de repente algumas figuras consideradas importantes desta  praça finalmente descobriram que o luxo é dispensável?

Que milagre ocorreu?

Eu cá amo o luxo. Por exemplo, gostaria de ir de bicicleta para o trabalho, mas como as ciclovias são uma raridade, e há demasiados carros por metro quadrado circulando e para cúmulo o engarrafamento é uma lei da normalidade nas horas de ponta, nada feito!

Não seria esse desejo um luxo?

Pois é. E o que é o luxo?

A ideia do luxo empolga-me, intriga-me. E não tenho vergonha nenhuma de admitir que o meu maior luxo seria andar de bicicleta em segurança.

Agora percebo a paixão do meu falecido irmão mais velho Belmiro Maia, que ficou por Quelimane Ad Aeternum. Que Deus o tenha!

Sempre que me escrevia uma carta ou telefonava, lembrava-se de me pedir para lhe enviar uma bicicleta (ginga de marca), de preferência nova, embrulhada e bem encaixotada.

Portanto, meus senhores e minhas senhoras, não abdico do luxo! Pronto.

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