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João de Sousa

Segunda-feira, Dezembro 5, 2022

A vida. A política. A verdade.

Na vida, o que hoje é verdade, amanhã, pode já não o ser.

Essa é, uma realidade incontornável que até pode ser questionável (…) em torno de toda e qualquer dinâmica individual; coletiva; de organização social e outras; afetas a todas as circunstâncias, mesmo no quadro da  estirpe, ou da diversidade aleatória, ou de perspectiva, consoante os acasos, casos e outros.

A associação desta condição a acontecimento na atividade política partidária centrada nas suas questiúnculas internas e, ou, de conjuntura, assim como a factos recorrentes nas atividades ligadas ao futebol profissional tanto nos média como nos relvados, é tentar separar aquilo que é inseparável: a verdade da mentira.

Até porque; a vida, acontece. E, no âmbito de cada acontecimento, são diversas as abordagens assim como as lides, em que a intuição tem predominância sobre o conceito em função da capacidade de reação e, ou, de interação no espaço intercultural mas também, intracultural, de cada indivíduo.

A representação fiel de algo, tida por verdade por uns, nem sempre é coincidente com a representação fiel do mesmo objeto, por outros.

Assim sendo, a verdade e a mentira, mais não são do que perspectivas complementares indexadas aos preconceito e aos conceitos, incrustados por acontecimentos decorrentes deem ordem relevante de fatores externos que influem e, por essa via, moldam o caráter.

A verdade na política tem a têmpera da verdade original de cada um perante todas e quaisquer circunstâncias em cada momento concreto inclusive perante o desconhecido. A morte. Única realidade sobre que, as conjeturas não passam disso mesmo: conjeturas.

É neste contexto que a célebre Lei de Lavoisier, – “A Lei da Conservação das Massas publicada pela primeira vez em 1760, em um ensaio de Mikhail Lomonosov” – (Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma) assume forma, porque num ciclo fechado, físico ou químico, não se cria nem se elimina matéria. apenas acontece a sua transformação em formas diferentes e sempre com um ciclo de vida próprio à nova forma.

Talvez por isso a ciência sinta a necessidade de alargar os seus horizontes na procura de respostas concretas para objetos concretos.

A organização civilizacional aparece assim na primeira linha do conhecimento onde a organização política é a essência e as demais formas de organização as consequências dos processos gerados pelas dinâmicas criadas.

Limitar o ato político ao acontecimento ocasional é subverter valores essenciais à forma de vida das sociedades civilizadas em futilidade trivial gravosa para o progresso e o futuro da Humanidade.

Infelizmente, utilizando a palavra em moda de circunstância, narrativa, essa, está a descambar na senda da perversão que o retrocesso da organização civilizacional representa em favor de uma linha do pensamento retrógrado lesivo dos interesses dos povos à escala global sendo que, a História relatará: a fome que grassa em Continentes onde a iliteracia é dominante; as alterações climáticas resultam da ganância dos poderosos; as guerras onde morrem milhares de pessoas são feitas por vaidosos frustrados; e a extrema direita política alarga os seus tentáculos aos centros de decisão e do poder efetivo.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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