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Domingo, Maio 26, 2024

Alunos torrienses ajudam Amnistia Internacional

Joaquim Ribeiro
Joaquim Ribeiro
Jornalista

Clovis Razafimalala faz tudo o que está ao seu alcance para proteger a ameaçada floresta tropical de Madagáscar. Assim começa um dos cinco casos abrangidos pela iniciativa “Maratona de cartas” da Amnistia Internacional e na qual participou a Escola Padre Vítor Melícias, em Torres Vedras.Nesta história de Madagáscar está em causa o uso abusivo da legislação, direitos ambientais, julgamentos justos e liberdade de expressão. As árvores de pau-rosa da floresta daquele país são valiosos recursos que se encontram ameaçados por uma corrupta rede de traficantes empenhada em vendê-los, numa prática que se tornou um verdadeiro comércio ilegal multimilionário.

A coragem de Clovis em salvar esta rara árvore cor de rubi trouxe-lhe muita atenção indesejada, já que os traficantes o consideram um alvo e o governo opta por ignorar a situação. Clovis encontra-se actualmente a cumprir pena suspensa em liberdade, após uma condenação com base em acusações falsas.

Este e mais quatro casos mereceram a atenção da Escola Padre Vítor Melícias, no bairro da Boavista-Olheiros. Nos dias 14 e 15 de Dezembro os alunos do sexto ano estiveram a recolher assinaturas e postais para envio aos responsáveis políticos dos países onde acontecem os cinco atentados aos direitos humanos.

Um outro caso refere-se ao grupo “10 de Istambul”. São 10 pessoas que dedicam a sua vida a defender os direitos humanos de jornalistas, activistas e outras vozes críticas na Turquia. Na Jamaica, Shackelia Jackson tem um irmão que foi alvejado pela polícia e iniciou uma luta para que fosse feita justiça.

Direitos humanos

Segundo as professoras responsáveis, os jovens alunos mostraram interesse e empenho na actividade. No primeiro período trabalharam a temática dos direitos humanos, no âmbito do Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, que pretende chegar ao perfil do aluno desejado no 12.º ano. O objectivo passa por introduzir de forma regular o trabalho autónomo dos alunos, de modo que a escola se aproxime mais da realidade do dia-a-dia.

Para além dos direitos humanos, os alunos do segundo ciclo trataram outros temas. Os do sexto ano falaram também da temática da alimentação humana. Os do quinto ano estudaram a nossa escola e celebrações do mundo.

Na Finlândia, Sankris Kupila nunca se identificou como uma mulher. Contudo, este estudante de medicina de 21 anos enfrenta perseguições diárias uma vez que os seus documentos de identidade afirmam que ele é mulher. O último cado denunciado pela Amnistia Internacional é o de Farid al-Atrash e Issa Amro, que querem acabar com os colonatos israelitas que ocupam o território palestiniano.

As dezenas de cartas recolhidas serão enviadas aos ministros da Justiça de Madagáscar e da Turquia e aos primeiros-ministros da Jamaica, da Finlândia e de Israel.

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