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João de Sousa

Quinta-feira, Dezembro 9, 2021

Andar aos papéis

Eduardo Águaboa
Escritor, Ensaísta, Comentador político especializado em ideias gerais

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Cansado do Passos Coelho, da Cristas, desses furiosos miudinhos que despediram milhares e milhares de cidadãos e agora, santos hipócritas, estão preocupados sobre quantos funcionários da Caixa Geral de Depósitos, que queriam privatizar, vão para o desemprego.

Dizes-me, amor que não tenho, para esquecer essa gente, essa fadiga, que não deixes ambos atingirem o zénite, que ninguém merece ser abatido dessa forma.
Pelo cansaço! Pela estupidez! Pela mesquinhez!

– Escolhe o que mais te agradar – enfatizas.

– É que assim – acentua o meu amor que não existe – ver-te-ás forçado a endoidecer. É grande o atrevimento do cansaço, tenha ele o rosto que tiver, ataca, fere e enlouquece, e tu, meu «ursinho» és-me demasiado precioso para te deixar chegar a esse estado!

O amor que eu não tenho, parece-me hoje, uma aldrabice devidamente documentada. Tem cartão de cidadã. Vem configurada e tudo.

Hoje, meu amor que não tenho, busco umas coisas e fujo de outras.

E tudo isto neste país me cansa.

Ando aos papéis.

É daquele tipo de merdas que até me fazem dançar nos corredores, com as cadeiras, depois com as portas e quando dou por mim estou descalço.

Sabes, amor que eu não tenho?!, precisava que a Direita portuguesa se calasse, ficasse em silêncio uma ou duas horas, pois preciso desse tempo abraçado a ti.

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