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João de Sousa

Domingo, Outubro 24, 2021

O Estado e os novos desafios – II

Os bancos estatais perderam a sua influência em favor de um único banco central da U.E. que, tenta elencar através do setor privado toda a vida económica e por essa via controlar as sociedades dos diversos Estados.

Neste contexto, o sistema financeiro tal qual o conhecemos com dinâmicas próprias de ajustamento tem sido, nos últimos tempos, onde se tem operado, também, as maiores transformações e, por consequência direta e indireta, a sua ação  primária de compra e venda de moeda com suporte Estatal em valor real de materiais raros ou de matérias primas com procura acrescida consoante os tempos, à presente criação da transação artificial em suporte virtual através de sistemas operativos alojados.

Temos assim que, a compra e venda de moeda física pelas entidades bancárias com a supervisão de bancos nacionais, no espaço da U.E. desapareceu para ceder lugar a um só banco. O Banco Central Europeu. A moeda deixou de ter a chancela nacional para ter chancela da União e uma nova designação. Euro.

E, como em tudo na vida, as transformações que acontecem geram sempre convulsões próprias.

Os bancos estatais perderam a sua influência em favor de um único banco central da U.E. que, tenta elencar através do setor privado toda a vida económica e por essa via controlar as sociedades dos diversos Estados.

O problema é que a História das civilizações mudou de ritmo lento para um outro ritmo demasiado acelerado tendo em conta a sua dimensão comparativamente à dimensão da capacidade Humana em discernir.

Os problemas Nacionais deixaram há muito de o ser para se converterem em problemas de escala global.

E, essa nova conjuntura, exige medidas de fundo estruturais adequadas direcionadas para um melhor desempenho na gestão dos recursos naturais o que passa por uma autêntica revolução educativa geradora de novos conceitos para novas abordagens.

A sustentabilidade da Segurança Social passa, tal e qual outros Ministérios, pela partilha da receita bruta do Estado que neste momento financia a banca por motivo da estabilidade financeira e outros setores privados como a agricultura, as pescas, a indústria, o turismo, entre outros e, se esquiva da sua obrigação para com os cidadãos que é a razão da sua existência.

O paradigma da iniciativa privada sem investimento dos interessados sustentada por políticas europeias de “tapa buracos” que semeiam á sua volta a subsidiodependência não tem futuro e condiciona o futuro das gerações vindouras que se debaterão com um conceito de estigmatizado de que “quem vier atrás que feche a porta”.

Importa por isso à cidadania olhar o Estado como meio e não como protetor e, aos agentes económicos a consciência de que o lucro tem de ser o resultado do investimento com riscos e não a cultura de que “só perde quem tem” dando azo á irresponsabilidade na assunção das responsabilidades inerentes.

A organização política e financeira carece de ajustamento ao tempo assim como a educação e os seu valores estruturais de suporte.

A Humanidade enfrenta hoje um desafio que ultrapassa o pensamento mediano incapaz de tomar medidas e que exige soluções novas perante o colapso previsível das existentes.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


 

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