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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022

Cavaco Silva continua a ser o presidente menos votado de sempre

Reeleito em 2011, Cavaco foi o presidente com menos votos em nove actos presidenciais. Há cinco anos, 2,23 milhões de portugueses votaram em Aníbal Cavaco Silva
Reeleito em 2011, Cavaco foi o presidente com menos votos em nove actos presidenciais. Há cinco anos, 2,23 milhões de portugueses votaram em Aníbal Cavaco Silva

 

Marcelo Rebelo de Sousa vai ser o próximo Chefe de Estado a jurar cumprir a Constituição da República Portuguesa. Mais de 2,4 milhões de portugueses cruzaram o boletim de voto na linha recta que marca a foto do ex-presidente do PSD. E no campeonato dos mais e menos votados – em nove actos presidenciais – há dois nomes em competição. Se até hoje Mário Soares foi o candidato eleito a Belém com mais votos, Cavaco Silva continua a ser o Presidente com menos votos na história da democracia portuguesa.

Mário Soares, na sua reeleição de 13 de Janeiro de 1991, obteve 3,45 milhões de votos. O valor mais alto de sempre em eleições presidenciais após o 25 de Abril. Cavaco Silva, na reeleição de 23 de Janeiro de 2011, alcançou 2,23 milhões de votos (correspondentes a uma percentagem de 52,9 por cento). Cinco anos antes, tinha sido eleito com 2,77 milhões de votos ( apesar de a percentagem de 50,5 por cento ser menor). Para o ranking das estatísticas presidenciais, a corrida a Belém de 2011 marca a mais alta taxa de abstenção de sempre.

Portanto, em cinco anos, Aníbal Cavaco Silva perdeu meio milhão de votos. Convém referir também que em 2011 houve menos um milhão de pessoas a votar. Nestas presidenciais, Cavaco foi o candidato mais votado à frente de Manuel Alegre (831 mil votos, 19,7 por cento); Fernando Nobre (593 mil votos, 14 por cento), José Manuel Coelho (189 mil votos, 4,5 por cento) e Defensor de Moura (67 mil votos, 1,6 por cento).

Apenas há trinta anos houve uma segunda volta nas eleições presidenciais. Foi a 16 de Fevereiro de 1986, quando Freitas do Amaral enfrentou Mário Soares. Freitas, apoiado pelo PSD e CDS, perdeu para Soares, apoiado por toda a esquerda, por 138 mil votos. Mais precisamente: cerca de três milhões de votos para Soares, contra 2,8 milhões para Freitas.

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