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Quinta-feira, Junho 24, 2021

Coligações e partidos timorenses preparam-se para disputar eleições

J.T. Matebian, em Timor-Leste
Correspondente em Timor-Leste.

A campanha eleitoral para as eleições legislativas antecipadas em Timor-Leste decorre entre 10 de Abril e 10 de Maio de 2018, com a participação de quatro coligações partidárias e quatro partidos políticos.As coligações partidárias são a AMP – Aliança para a Mudança e o Progresso, o MSD – Movimento Social Democrata, a FDD – Frente de Desenvolvimento Democrático e o MDN – Movimento de Desenvolvimento Nacional. Os partidos políticos concorrentes são a FRETILIN – Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente, o PD – Partido Democrático, o PEP – Partido Esperança da Pátria e o PR – Partido Republicano.

A disputa pela vitória, ao que tudo indica, irá envolver a coligação da AMP, constituída pelos três partidos políticos que formaram a oposição parlamentar no VII Governo Constitucional (CNRT, PLP e KHUNTO) e a FRETILIN, primeiro partido mais votado nas eleições de 2017.

Apesar de se prever uma disputa eleitoral muito renhida entre a AMP e a FRETILIN, a coligação AMP parte com acentuada vantagem. Nas eleições de 2017, os partidos que a compõem totalizaram 35 assentos parlamentares de um total de 65 assentos, contra os 23 da FRETILIN (o CNRT teve 22 assentos), contudo, a AMP poderá ter algumas dificuldades que decorrem do facto da FRETILIN controlar toda a máquina administrativa do Estado e os órgãos de comunicação social públicos. Um outro eventual obstáculo para a grande coligação poderá derivar do facto da FRETILIN poder vir a repetir a aliança com o PD (teve 7 assentos parlamentares nas eleições de 2017).

As novidades destas eleições legislativas

Nas eleições legislativas antecipadas agendadas para 12 de Maio de 2018, a FDD – Frente de Desenvolvimento Democrático, constituída pelo PUDD – Partido de Unidade e Desenvolvimento Democrático, a UDT – União Democrática Timorense, a FM – Frente Mudança e o PDN – Partido Desenvolvimento Nacional, bem como, o MSD – Movimento Social Democrata, formado pelo PST – Partido Socialista de Timor, CASDT – Centro Acção Social Democrata, PSD – Partido Social Democrata e PDC – Partido Democrata Cristão, afirmam muitos analistas políticos, poderão ser a grande novidade destas eleições, indo buscar alguns bons milhares de votos aos eleitores indecisos, portanto, alterando os cenários mais previsíveis.

Outra novidade destas eleições é a utilização na campanha eleitoral do prestígio de personalidades políticas e históricas para “convencer” os eleitores e ajudar a passar a mensagem inerente aos programas e ideais defendidos por cada força política.

AMP

No caso da AMP – Aliança para a Mudança e o Progresso, as figuras dos comandantes guerrilheiros Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak são mencionadas em praticamente todos os discursos.

FRETILIN

A FRETILIN, para além da presença de Mari Alkatiri, José Ramos-Horta e Abílio Araújo, entre outros, utiliza como bandeira política outros seus fundadores, os chamados históricos da FRETILIN, cujas fotografias estão estampadas nos painéis que têm apresentado durante algumas jornadas de consolidação e nas redes sociais.

PD

O PD – Partido Democrático tem como principal patrono o seu antigo presidente, Fernando Lasama, já falecido, e que foi considerado um dos grandes líderes da frente clandestina, a par de Avelino Coelho, actual presidente do Partido Socialista de Timor.

MSD

O MSD – Movimento Social Democrata, cujo Secretário-Geral e porta-voz é Avelino Coelho, optou por destacar na passagem da sua mensagem programática os vultos de duas grandes personalidades políticas já falecidas, Mário Carrascalão e Francisco Xavier do Amaral. Carrascalão, antigo governador de Timor-Leste e ex-presidente do PSD, por ter tido um papel de bastante relevo na aproximação com a Resistência Armada, onde se destaca o seu histórico encontro com o falecido comandante guerrilheiro Nino Konis Santana, e Xavier do Amaral, por ter sido o primeiro fundador da República Democrática de Timor-Leste (RDTL).

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