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João de Sousa

Quarta-feira, Dezembro 8, 2021

COVID 19? Anda por aí, mas só os outros é que o apanham

É com esta certeza mental que os Nortenhos, na sua grande maioria aceitam conviver pacificamente com a pandemia que… pensarão… anda por aí… mas… não os afeta. Até os afetar a sério. O que aconteceu mas que até parece que não aconteceu. Um pesadelo que passa com o acordar. Um fenómeno circunstancial de curta duração.

Se tivermos em atenção que neste momento – 9 de Maio – só em Braga, cidade, estão introduzidos na plataforma de vigilância de suspeitos de covid 19, 5.784 cidadãos, estamos perante uma realidade dura demais para que se facilite nas cautelas a ter com os riscos de contágio, ou se pense que só acontece aos outros, uma vez que a pandemia já atinge cerca de 4,5% da população referenciada nos sensos de 2011,  e que no Norte os Distritos do Porto e o de Braga apresentam cerca de 50% dos cidadãos infectados, o que quer dizer que em cada 100 habitantes há um rácio de 4,5 habitantes suspeitos de estarem infectados e a servir de ponte na qualidade de hospedeiros virais com alta  probabilidade de transmissão a  todos os outros com quem se relacionam de forma regular ou esporádica de um hospede que ninguém quer.

A população Portuguesa sempre deu crédito superior aos meios de comunicação audiovisual pelo impacto social que sobre ela detem em vários domínios ao ponto de os referenciar como argumento de confirmação de validação de argumentos ou defesa de ponto de vista porque, dizem: “deu na televisão”; “vi na televisão”; ouvi no noticiário do canal x da televisão”; atribuindo assim veracidade inquestionável à matéria em discussão.

Por tal, é demasiado óbvio que a pretensa naturalidade com que todos os apresentadores e demais intervenientes nos meios audiovisuais se apresentam, não ajuda em nada a prevenção coletiva que se pretende.

Inclusive as figuras publicas encarregues da difícil tarefa institucional de informar, que, ao não se apresentarem nas condições aconselhadas pela DGE, nem sequer a sua própria porta voz -Diretora – mais o coadjuvante secretario de estado  assim como a ministra da saúde, nas conferências diárias, a mensagem de segurança não passa porque, não usando uma máscara de proteção perante os telespectadores que assistem ao seu esclarecimento, estão a dar um sinal negativo com efeito psicomotor direcionado ao armazenamento do inconsciente que o transmite ao consciente e, dita o comportamento por simpatia no efeito do cidadão comum.

Este comportamento influi nos demais comportamentos sociais por intuição negativa de que, se: responsáveis políticos; locutores; apresentadores; comentadores; participantes; e outros; não usam máscara é porque o caso não é tão grave quanto se pinta… Mas, é!

Há ligeireza nos procedimentos sociais quando ela advém da ligeireza com que se anuncia o aumento de infectados, mortos e salvos, sabendo-se que o efeito TV é um efeito eficaz na formação e formatação do procedimento coletivo.

Não há um único interveniente ou interlocutor nos media que tenha, à vista desarmada, a mínima noção do efeito nefasto que o seu comportamento público provoca. O que é grave e, em instância intermédia, de responsabilidade pública na propagação da pandemia, através do exemplo.

Os meios rurais e localidades com baixa densidade habitacional rasgam literalmente o manual de procedimentos sociais de distanciamento; uso de máscaras; desinfecção de locais; desinfecção dos manipulados; higiene; aconselhada para evitar contágio; entre outros.

Um curto circuito pelo interior e a sensação com que se fica é aterradora. As linhas gerais do comportamento não se alteram salvo no uso de transporte público por imposição legal o que é lamentável por não indiciar ajustamento voluntário das populações a um perigo eminente se não houver uma coima.

Com uma exceção digna de registo nesta fase de início de desconfinamento e de abertura calendarizada das atividades económicas em que de uma situação de estado de emergência se passou para um  estado de calamidade pública, notoriamente os critérios gerais conclusivos pelo comportamento visível  são os de que não se passa nada. Salvo os efeitos colaterais de: desemprego; lei off; falências; a vida adiada em todas as latitudes; outros;

Ora, a exceção digna de registo pela dimensão mas, e, sobre tudo pela proximidade a que acresce a crença que mexe estruturalmente com o indivíduo, tem sido a responsabilidade e sensibilidade Humana demonstrada pela Igreja Católica que mantém os templos encerrados e os rituais religiosos remetidos ao silêncio do respeito de uns, para com os outros, em defesa da vida como bem primordial e intransmissível.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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