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Quinta-feira, Junho 24, 2021

COVID-19 provoca “fuga” dos professores portugueses em Timor-Leste

J.T. Matebian, em Timor-Leste
Correspondente em Timor-Leste.

Sábado cerca de 200 professores portugueses e suas famílias abandonam Timor-Leste. O avião em causa já obteve autorizações de aterragem de diversos países.

Sábado, dia 04/04/2020, cerca de 200 professores portugueses e suas famílias abandonam Timor-Leste. O avião em causa já obteve autorizações de aterragem de diversos países, apenas para efeitos de reabastecimento de combustível, e os passageiros não poderão sair da aeronave. Em Lisboa, nos termos da lei de excepção, ficarão de quarentena.

Após confirmação do primeiro caso de COVID-19 em Timor-Leste que provocou a instauração do estado de emergência no território professores da Escola Portuguesa de Díli, aproximadamente 40, e quase todos os docentes dos Centros de Aprendizagem e Formação Escolar (CAFE) abandonam Timor-Leste.

Ao que o Jornal Tornado apurou, cada docente pagou do seu bolso 1.300 € para aquisição do bilhete de passagem.

Os docentes dos CAFE distribuídos pelos 13 Municípios e Região Administrativa Especial (Oé-cussi) de Timor-Leste estão desde a manhã do dia 3 de Abril em Díli, onde passarão a noite. Na manhã do dia seguinte estarão no Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato de Díli para viajar rumo a Lisboa.

Diplomatas, forças militares e alguns civis permanecem no território

Portugal dá uma no cravo, outra na ferradura. Por um lado, cerca de uma centena de militares do exército, marinha e força aérea portuguesa, mais elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR), diplomatas da Embaixada de Portugal, a Direcção e 26 professores da Escola Portuguesa, bem como os coordenadores dos CAFE e alguns professores (poucos) dos diversos Municípios  permanecem em Timor-Leste.

Por outro lado, o Estado português obrigou os professores a pagarem 1300 € pelo preço de cada bilhete de passagem, esvaziando a ansiedade que atormentou muitos dos portugueses, receosos das fracas condições sanitárias de Timor-Leste para fazer face à pandemia.


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