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João de Sousa

Quinta-feira, Setembro 23, 2021

De Sócrates a Ivo

As razões de Sócrates serão tão discutíveis quanto as de Ivo em Universo meramente subjetivo na justa medida em que ambas tem como suporte a subjetividade comportamental associada.

Pensava eu já ter visto, ouvido e, ou presenciado, todo o imaginável mas também, o inimaginável, no domínio das variáveis do comportamento individual, no foro da psicologia, mais concretamente na sua corrente, recorrente ou decorrente, consubstancia: a razão.

Aquela razão, a de suporte intelectual; a de cada um. A que tem tanto de consistente como de inconsistente consoante a substância formativa, ou outra, de que é recheada e, por consequência, apetrechada para juízo.

Juízo de avaliação comportamental ativo, proativo e, ou, de avaliação. Avaliação generalizada, não generalista, nem sequer de género, mas tão só de, juízo, no que toca ao comportamento.

Comportamento onde os pilares estruturantes, mesmo não cedendo a abalos profundos tenham eles a intensidade que tiverem, acabam percebendo as dinâmicas implícitas às  transformações das constantes dialéticas geracionais.

O mesmo não se deve dizer sobre outros pilares aleatórios ou corretivos de ajustamento consoante. A razão consistente surge assim, sempre ajustada aos interesses do coletivo dos indivíduos organizados em sociedades civilizadas.

Enquanto que, a razão inconsistente, com mutações permanentes consoante as circunstâncias adstritas aos momentos com que é confrontada e, para os quais,o seu espectro de interação é mais,ou menos, lato, consoante as suas próprias barreiras de delimitação mental e sempre com forma reativa.

Depois, temos a razão simulada e a razão dissimulada. Ambas  com alma, aparente e ou efetiva. Duas formas de razão da razão dos intervenientes. Duas flexões que exigem exercício mental complexo de assunção de perfil específico em um momento concreto.

Ou seja:

  • a circunstância em que o sujeito assume perfil, “fora da caixa”;
  • a circunstância em que o sujeito assume perfil, “dentro da caixa”;

No primeiro caso o sujeito extravasa a sua identidade. No segundo caso o sujeito restringe-se, exclusivamente, à sua identidade.

São patamares com parâmetros diferenciados e muito distantes. Tão distantes que se presumem ser possuidores das acima referidas; razão simulada e, razão dissimulada.

A razão simulada assente na introversão assumida de um perfil alheio. A razão dissimulada assente num perfil sem contorno definido e por isso rebuscada no senso comum para alicerçar instrução com nexo, e sentido balizado nas regras gerais.

Assim sendo, as razões de Sócrates serão tão discutíveis quanto as de Ivo em Universo meramente subjetivo na justa medida em que ambas tem como suporte a subjetividade comportamental associada.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90


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