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João de Sousa

Domingo, Outubro 17, 2021

Dispositivos Android mais expostos a cibercriminosos

Actualizações de vulnerabilidades em dispositivos Android, mais expostos aos cibercriminosos

Segundo a Threatpost, especialista em segurança, a Google e outros fabricantes demoram muito tempo a corrigir vulnerabilidades, acrescentando mesmo que para alguns dispositivos Android a espera por uma correção crítica pode tardar meses. Exemplo disso, foram os sete meses que a Larry Page necessitou para acabar com o QuadRooter.

Recorde-de que o QuadRooter foi descoberto em agosto passado por uma equipa de investigadores da Check Point. Era composto por um conjunto de 4 vulnerabilidades. Na altura o Jornal Tornado escreveu sobre o assunto. Pode ler o artigo sobre os dispositivos ameaçados por esta vulnerabilidade: Mais de 900 milhões de dispositivos Android sob ameaça.

Apples vulneráveis menos tempo

A Apple é mais rápida a corrigir o seu sistema operativo, iOS. Para efectuar as correcções necessárias para a falha de segurança Trident, demorou apenas 10 dias. Apesar dos dispositivos Apple serem muito populares, são os Android que detém 87,6% da quota de mercado global dos smartphones. Contudo, os utilizadores Apple não saem beneficiados, pois só 11,7% dos smartphones e tablets utilizam o sistema operativo iOS.

Google under pressure

Em média, passamos 162 minutos por dia a interagir com smartphones, tanto a nível pessoal ou profissional. Não é então de estranhar que estes dispositivos contenham informação muito sensível. A pergunta à Google impõe-se: porque não lança atualizações de segurança de uma forma mais rápida? É essa a questão, e pressão, que os organismos internacionais FTC (Federal Trade Commission) e FCC (Federal Communications Commission) colocam à Google.

E como ficam os cibercriminosos?

Os cibercriminosos ficam com a vida facilitada… pelo facto do Android suportar milhares de modelos e fabricantes de dispositivos. Permite-lhes encontrar vulnerabilidades mais facilmente, e ao mesmo tempo dificulta aos fabricantes a de desenvolver, testar e distribuir correções.

A informação desprotegida dos smartphones fica exposta aos cibercriminosos, que fazem do roubo de dados de terminais móveis um negócio muito lucrativo.

Eusebio Nieva

Diretor técnico da Check Point para Portugal e Espanha
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“A Google assegura que está a trabalhar para que as próximas versões do Android sejam mais seguras. A próxima versão 7.0, conhecida como Nougat, incluirá alterações que lhe permitirão implementar novas correções de uma forma mais rápida e independente de marcas e fabricantes. Além disso, as actualizações críticas serão descarregadas de forma passiva e instaladas automaticamente ao reiniciar o telefone”.

“No entanto, cada nova versão introduzirá inevitavelmente novas vulnerabilidades que os hackers podem explorar. Além disso, haverá sempre quem procure por falhas para criar a próxima grande ameaça para dispositivos móveis”.

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