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João de Sousa

Domingo, Agosto 14, 2022

Em bicos de pés

Hélder Costa
Hélder Costa
Actor, dramaturgo e encenador do Teatro A Barraca.

É enternecedora a alegria dos direitolas. Claro que era melhor que os mortos em Pedrogão fossem 200 ou 300, que o assalto ao Paiol terminasse com uma explosão para destruir o que não se pudesse roubar. Que os turistas fossem só bêbedos e hooligans Ingleses, que houvesse muitos mais afogados, que o FMI e agências de avaliação não deixassem de nos apertar os calos, e outras boas notícias para acelerar a vinda do tão desejado Diabo.

Mas esta insistência ofegante de perguntas, de detalhes, de pedidos de demissão, começou a revelar o lado indecoroso, imoral e desenvergonhado desta oposição.

Este ataque sistemático, descoordenado e precipitado baseia-se na convicção de as pessoas – o tal povo? – não ter memória e se esquecer facilmente do que esta gente fez nos seus governos.

Pode sair o tiro pela culatra.

É que essa insistência de estar sempre em bicos de pés… “eu estou aqui, eu estou aqui”, revela uma indisfarçável fraqueza e repugnante comportamento.

É que só os anões (não no sentido físico, claro!) precisam de estar sempre em bicos de pés.

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