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João de Sousa

Quinta-feira, Fevereiro 29, 2024

Ensaio sobre “A precariedade como solução social ocupacional no futuro”

As novas gerações. A geração do conhecimento e, segundo a classe política: a geração mais bem preparada de sempre, não está a ser preparada para afrontar e enfrentar esta realidade incontornável: a de que a máquina tem vindo e vai continuar a substituir o homem nas suas tarefas quotidianas empurrando-o para a condição exclusiva de consumidor.

A precaridade laboral tem de deixar de ser tabu nas discussões publicas para passar a ser uma discussão tão aberta quanto o possível e de amplitude tão lata quanto a massa critica presente o conseguir sobre a condição de vida corrente que tem de ser preparada para a nova condição de vida do futuro.

A PRECARIEDADE. Problema ou solução?

É, também, neste complexo puzzle da organização económica que, a dispensa de mão de obra humana, por substituição mecânica ou computorizada, origina fatores de instabilidade social por manifesta falta de competência na preparação das novas formas de vida das gerações do futuro prisioneiras de uma educação predominantemente dominada por conceitos passados e presentes que olham o emprego como sendo a garantia da estabilidade social, coisa que já não acontece. A estabilidade social atual passa por critérios seletivos de vida ditados por robustez intelectual forjados numa educação proativa que tem de ser politicamente definida. Uma área onde tem havido dificuldades acrescidas porque as novas gerações de agentes políticos são das menos preparadas intelectualmente desde sempre para o cargo, no tempo e para o tempo, mesmo dispondo dos mecanismos essenciais para essa batalha que se resume a um confronto com o futuro assumido e sem desculpas.

O intercambio entre gerações deve estar sempre presente de forma a que o balanço entre o desenvolvimento, a inovação, a produção e o uso, facilitem o entendimento necessário entre os diversos intervenientes neste processo de revolução tecnológica que tem vindo a ser feita no sentido de libertar o Homem de tarefas que tem vindo a fazer ao longo de todo seu curto percurso de vida sem que dela desfrute. Um entendimento invulgar e por isso incomum, porque colide com os planos curriculares do ensino que não sabe como preparar os seus alunos para a sociedade do futuro. Uma parte significativa da classe docente não tem acompanhado a evolução tecnológica e a sua influência na vida das pessoas ao ponto de haver evidencia de haver um conhecimento e desempenho no manuseamento superior, na ótica do utilizador, na componente dos alunos, desde o primeiro ciclo, por hábito adquirido em ambiente familiar de entretenimento e outros. Assim como se constata preparação assente no passado para aplicação no presente que corre célere para o futuro como consequência sem qualquer espécie de previsão até aqui feito através dos meios informáticos criados por gerações diferentes, entre os que fornecem a informação e os que dela se servem para as mais diversas áreas: ensino; aprendizagem; profissionais e outras. Uma consequência da aproximação necessária para uma maior eficácia na divulgação do conhecimento. Um desafio aos seminários internacionais específicos, mas também generalistas a que se realizem com maior regularidade no seio de uma sociedade que se quer informada, mas superiormente culta. Porque a informação sem cultura de suporte é o mesmo que fazer uma casa sem alicerces. Vai cair mais dia menos dia.

As novas gerações. A geração do conhecimento e, segundo a classe política: a geração mais bem preparada de sempre, não está a ser preparada para afrontar e enfrentar esta realidade incontornável: a de que a máquina tem vindo e vai continuar a substituir o homem nas suas tarefas quotidianas empurrando-o para a condição exclusiva de consumidor.

Uma perspetiva de médio prazo que implica começar já a preparar as novas gerações para o lazer, munindo-as do conhecimento Histórico transitado, mas também, do conhecimento necessário de que o saber é uma necessidade e não, uma ferramenta para a competitividade.

A precariedade acontece quando os Estados não estão organizados para suprir problemas conjunturais nem sequer os da sua articulação funcional e muito menos para a admissibilidade de que o Estado existe como defesa da Nação num todo, num mundo em transição para um estádio superior ao atual, onde o Ser Humano possa desfrutar do direito inalienável à vida.

Uma preparação a que urge dar inicio, fora de tempo cultural para a sua aceitação pacifica, mas que, através dos canais próprios: a família; a escola; o meio; a seu tempo surtirá o efeito desejado tal e qual as novas tecnologias surtiram os efeitos pretendidos num espaço de tempo meteórico com objetivos diferentes, os da maior produção como menor índice de custos associados, mas que vieram atenuar a necessidade do esforço Humano.

A questão de fundo reside na vontade política de todos os agentes envolvidos no sentido de procurar soluções para estes novos desafios e não para os complicarem, prometendo algo que é de difícil execução: o regresso ao passado.

A precariedade assume assim ser um problema maior tendo em conta o atual momento Histórico, mas, uma autêntica falácia se considerarmos o futuro na senda do progresso e do desenvolvimento social.

Falácia porque o suporte do argumento é insustentável tendo em conta a vida sem o ferrete do amo, tenha ele a forma que tiver, porque a vida consiste num direito exclusivo: viver!

Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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