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Domingo, Outubro 24, 2021

Espião do SIS detido em Itália

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Forte D. Carlos I – sede do SIS

 

A detenção realizada na passada Sexta-feira, resulta de um inquérito dirigido pelo Ministério Público – DCIAP, a Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), por suspeita dos crimes de espionagem, corrupção e violação do segredo de Estado, informou nesta segunda-feira, a Polícia Judiciária (PJ) em comunicado enviado à imprensa portuguesa.

A PJ avança que a investigação, considerada “complexa e sensível”,  vem na sequência de procedimentos de segurança levados a cabo pela Direcção do Serviço de Informações de Segurança (SIS), tendo o secretário-geral de Informações da República Portuguesa (SIRP) participado factos ao Ministério Público que indiciam suspeitas da prática de um crime de espionagem, por parte de um funcionário, a favor de um serviço de informações estrangeiro.

A operação, com o nome ‘Top Secret’, resultou da “excelente articulação” entre o Ministério Público, a Polícia Judiciária e o Serviço de Informações de Segurança (SIS), assim como a cooperação internacional com as autoridades italianas. No decorrer da investigação, em Itália, a PJ contou também com a colaboração da Policia de Stato, de Itália – Divisione Investigazioni Generali e Operazioni Special (DIGOS), Interpol Roma, bem como do Eurojust, refere ainda o comunicado da PJ.

A Polícia Judiciaria avança que os dois detidos, a quem foram “apreendidos elementos com relevante valor probatório, foram já presentes às Autoridades Judiciárias italianas competentes, tendo sido determinado que aguardem a extradição em prisão preventiva”.

Fonte ligada ao processo confirmou à agência Lusa que um detidos é de nacionalidade russa, estando em causa a venda ilegal de informações aos serviços russos, SVR (ex-KGB).  O Expresso, por seu lado, avança agora o nome do espião português: Frederico Carvalhão Gil. E revela que era um dos mais antigos funcionários dos serviços de intelligence portugueses.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou hoje também o processo dirigido pelo Ministério Público, dando conta que foram emitidos dois mandados de detenção europeus (MDE) e uma carta rogatória com pedido de cumprimento antecipado de diligências de recolha de prova.

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