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João de Sousa

Quinta-feira, Janeiro 20, 2022

Está um frio de rachar!

As alterações climáticas são um drama generalizado para toda e qualquer espécie de vida: existencial ou figurada.

Na existencial temos a biodiversidade em agonia; as espécies num autêntico descalabro em que o aumento de uma implica a extinção de muitas outras; a escassez dos recursos naturais; a transformação do “manto” sólido com implicações na “cobertura” líquida; mais os efeitos diretos e indiretos sobre tudo.

Mas, mesmo assim, ainda vamos saboreando alguns dos resquícios em transição como o é o das estações, como está a acontecer nestes meados de estação outonal em que o frio se instalou, como era costume, preconizando um período natalício a preceito no quadro dos acontecimentos guardados na memória coletiva. A neve; as renas; o pai Natal.

Na vertente figurada adstrita ao relacionamento interpessoal no quadro do espaço político partidário o frio de rachar rachou o verniz mal solidificado entre os parceiros da esquerda; aconchegou com agasalhos virtuais um possível entendimento ao centro; provocou um autêntico dilúvio de verborreia no discurso dos candidatos a liderar o PSD; e, o desequilíbrio já há muito constatado na direita congelou os liberais de coisa nenhuma.

Sendo que, com este frio de rachar, o vento que abana as estufas PAN (arâmicas) pode vir a ter consequências internas e externas lá para o dia 30 de janeiro.

Curiosamente, o vento que direciona o catavento ainda não levantou, mas poderá vir a levantar para a próxima semana.

Teremos por isso um frio de rachar por todo o fim de semana e depois veremos para que lado sopra o vento:

  • Se para o centro;
  • Se para a direita;
  • Se para a esquerda;

De que resultarão as listas de candidatos a deputados a apresentar ao eleitorado elaboradas nas cavernas mais profundas onde os estalactites formados ao longo dos tempos irão equacionar e condicionar o ambiente geral.

E teremos um autêntico dilúvio social se desta invernia instalada a primavera não augurar maior e melhor qualidade de vida onde as alterações climáticas sejam sustidas mesmo não tendo havido um acordo credível na cimeira do clima (COP26) que se realizou em Glasgow e que reverteu o Acordo de Paris.

Primavera com exigências claras até porque é a estação do ano que induz nas populações todos os sonhos possíveis.

Uns serão concretizados. Outros não.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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