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Quinta-feira, Dezembro 1, 2022

Estreias de seleções na Copa são marcadas por protestos

Irã, Alemanha, Inglaterra e Dinamarca levaram para dentro de campo manifestações.

A primeira rodada de jogos da Copa do Mundo de futebol masculino foi marcada por protestos. A seleção do Irã não cantou o hino nacional. Os ingleses se ajoelharam antes do início da partida. Os alemães se perfilaram para a foto com as mãos tampando a boca. Já a seleção da Dinamarca está utilizando uniformes monocromáticos e a comissão técnica é uma das mais críticas fora de campo.

O jogo entre Inglaterra e Irã teve protestos realizados pelas duas equipes. A seleção inglesa se ajoelhou, assim como acontece nos jogos do campeonato no país, em manifestação pela luta antirracista.

No caso da seleção iraniana o protesto foi contra o regime teocrático do país e a repressão que acontecem com as mulheres. O Irã está envolto em manifestações populares desde a morte da jovem Mahsa Amini, espancada pela “polícia da moralidade” por não utilizar o hijab (a vestimenta das mulheres com véu) como entendem ser o correto.

Nas arquibancadas, as iranianas, proibidas de ir ao estádio em seu país, assim como demais torcedores, protestaram com mensagens em camisas e faixas.

No caso da seleção alemã, o protesto foi direcionado à censura da Fifa, organizadora da Copa, que proibiu manifestações de apoio à comunidade LGBTQIA+, criminalizada no Catar. Diversas seleções pretendiam que o capitão da equipe entrasse em campo com uma braçadeira com as cores do arco-íris, em respeito à diversidade e aos direitos humanos.

No caso dos dinamarqueses os protestos começaram pelo uniforme utilizado. Com os uniformes monocromáticos, sem grandes contrastes além dos números, a ideia foi chamar a atenção para os direitos dos trabalhadores violados durante a organização do evento. Diversas denúncias foram realizadas de que trabalho análogo à escravidão foi utilizado para a construção dos estádios, além de mortes por falta de segurança no trabalho que ocorreram durante o processo.

Também por conta da proibição da braçadeira de capitão em protesto pela diversidade, a Confederação Dinamarquesa de Futebol chegou a anunciar em coletiva de imprensa que analisa se desfiliar da Fifa e não apoiar os atuais mandatários da organização.


por Murilo da Silva |   Texto em português do Brasil

Exclusivo Editorial PV / Tornado

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