Diário
Director

Independente
João de Sousa

Quarta-feira, Dezembro 8, 2021

Falhou o golpe na Turquia. Pois não era o que parecia…

José Mateus
Analista e conferencista de Geo-estratégia e Inteligência Económica

Era um golpe no interior do bloco islamista, montado e liderado por gente ligada ao movimento islamista Gulen que até há algum tempo foi um indispensável aliado de Erdogan mas que este estava a afastar sem contemplações (desde meados de 2014), por considerar que os gulenistas estavam a ganhar demasiado peso e, assim, passavam de aliado a ameaça.

Os kemalistas e os laicistas das Forças Armadas e outros aparelhos securitários mantiveram-se afastados da tentativa de golpe, tal como todos os partidos políticos republicanos e não-islamistas.

A liderança gulenista do golpe impedia todas as forças representantes da tradição republicana, democrática, laica, anti-islamista e kemalista de o apoiarem.

O aparelho militar (tal como os media, a polícia militarizada e outros aparelhos de Estado) foram activamente infiltrados pelos gulenistas ao longo das últimas duas décadas.

Erdogan tinha feito a “limpeza” dos gulenistas por todo o lado excepto no aparelho militar…

Essa “limpeza” parecia, contudo, ter começado em Março passado com o afastamento compulsivo do gulenista coronel Muharrem Kose que agora terá liderado este golpe falhado.

erdogan
Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia

Leia a cronologia da tentativa de golpe.

Receba a nossa newsletter

Contorne o cinzentismo dominante subscrevendo a nossa Newsletter. Oferecemos-lhe ângulos de visão e análise que não encontrará disponíveis na imprensa mainstream.

- Publicidade -

Outros artigos

- Publicidade -

Últimas notícias

Mais lidos

- Publicidade -