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João de Sousa

Quinta-feira, Dezembro 1, 2022

Fogo. O rosto do aquecimento global

Portugal está, como se diz na gíria: “a ferro e fogo”; de Norte a Sul e de Este a Oeste.

A temperatura ambiente aumenta. A humidade no ar, baixa significativamente. Os solos secam a um ritmo alarmante causando danos irreversíveis na vegetação e demais espécies autóctones e, as pessoas, não conseguem ajustar os seu hábitos, usos e costumes, aos efeitos nefastos entretanto, por si, causados.

As alterações climáticas efectivas mostram assim ao cidadão comum e às diversas estruturas da sua organização social,  parte das consequências imediatas e futuras para a sua vida em conjunturas e circunstâncias adversas envolventes, sempre dinâmicas, aquilo de que é capaz!

Conclusão primeira:

  • O País está a arder!

Conclusão seguinte:

  • Há responsáveis individuais e coletivos na impulsão desta calamidade natural.

Mesmo nas conjunturas de fogo posto, negligência ou outras, que mais não fazem do que ser a “ignição” tal qual um raio ou outra qualquer “ignição” propulsora de um incêndio.

Há:

  • Responsáveis ativos;
  • Responsáveis passivos;
  • Responsáveis políticos;
  • Responsáveis sociais;
  • Outros;

Em suma; ninguém se pode dar ao luxo de sacudir os ombros e enjeitar responsabilidade individual num todo coletivo, só porque entende nada ter a ver com os usos e costumes adquiridos inconsciente de que é  parte intrínseca de transmissão desses mesmos, e outros entretanto criados, usos e costumes, na justa medida em que esses sofrem mutações consoante as novas condições de vida com que cada geração se vê confrontada e com os quais interage e age ou reage em suposto benefício individual ou coletivo.

É um tema aonde não há inocentes salvo aqueles cuja maturação formativa ainda está em formação social, para o bem e para o mal.

Desde logo toda a arquitetura educativa e demais sujeitos ou entidades com  influência ativa e  interativa nesse domínio.

É notória a não existência de um qualquer projeto de educação ambiental coletiva e por isso a moral acusatória não é concludente.

Aquilo que se pode especular é que, a troco de conquistas na  comodidade de vida , o Homem nunca mediu as consequências futuras dos seus atos na construção dessas melhorias temporais. E muito menos mediu o elevado preço a pagar pelas sociedades organizadas em civilizações no futuro.

O facilitismo individual é contra natura tendo em vista a preservação de todas as condições necessárias à vida na justa medida em que, cada geração olha para o seu tempo e se limita a circunscrever esse tempo ao seu tempo de vida. Uns porque não tem alternativa e outros porque o vislumbre temporal e intelectual é limitado. Sendo que, são estes últimos, a ditar todas as regras que estão a empurrar a Humanidade e o seu habitat natural para um beco sem saída e reparação sujeita a condicionalismos impeditivos à sua concretização.

A organização das sociedades tem vindo a mostrar incomplacência múltipla com o meio multiplicando os desequilíbrios ambientais cuja sustentabilidade está já a colapsar.

Portugal é assim, uma pequena peça de um puzzle à escala global que começa a implodir com celeridade grave colocando em risco todo o ecossistema no Planeta assumindo o fogo ser uma figura do rosto implacável dessa evidência.

É tempo mais do que suficiente para exigir dos líderes mundiais atenção e empenho redobrado porque o relógio do tempo já entrou em contagem decrescente há tempo suficiente para que lhes sejam assacadas as responsabilidades inerentes e, ao cidadão comum, a inteligência capacitada para, finalmente, tomar consciência dos seus atos.


Por opção do autor, este artigo respeita o AO90

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