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Sábado, Dezembro 3, 2022

Até quando o Brasil vai se calar diante de tanta desumanidade?

Francisca Rocha
Francisca Rocha
Professora Francisca é dirigente licenciada de Assuntos Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) e de Finanças da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB

Mais um crime político, motivado por ódio, ocorreu no sábado (9), em Foz do Iguaçu (PR). O militante bolsonarista e policial penal, Jorge José da Rocha Garanho, invadiu uma festa de aniversário do sindicalista e guarda municipal, Marcelo Aloizio de Arruda, que comemorava 50 anos com a temática PT e Lula.

Depois de ofender os presentes, Garanho voltou atirando em Arruda que, mesmo caído, impediu que acontecesse algo pior ao acertar o invasor. Arruda não resistiu e morreu. Garanho está hospitalizado e teve prisão preventiva decretada.

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi preso na segunda-feira (11) ao ser filmado por enfermeiras por terem suspeitado de sua atitude no trabalho. Bezerra foi flagrado estuprando uma parturiente e há acusações de vários outros crimes desse tipo cometidos por ele.

Jamais alguém poderia pensar em tamanha desumanidade e desrespeito às mulheres e à vida, Nem mesmo na hora do parto, de realizar o ato divino de ser mãe, as mulheres têm paz. Inconcebível. É preciso mais mulheres na política e no poder para darmos um chega pra lá definitivo na violência, no desamor, no machismo e na cultura do estupro.

Até quando a violência persistirá sem que a sociedade brasileira dê um basta? Quantas Marielles, Brunos e Doms, Marcelos, indígenas, lideranças sindicais, defensores da natureza, dos direitos humanos e da liberdade precisarão morrer para o Brasil retomar o caminho do crescimento com valorização do trabalho e respeito à dignidade humana?

Quantas meninas e mulheres estupradas, espancadas, maltratadas, agredidas e mortas serão necessárias para a sociedade entender a importância de se debater as questões de gênero e avançarmos para uma cultura da paz, do respeito, do amor, da vida e dos direitos humanos de todas as pessoas?

A Constituição de 1988 deve nortear a vida do país e os seus preceitos devem ser respeitados por todas as pessoas, começando pelo presidente da República – que deveria dar o exemplo.

Até quando o Brasil vai se calar diante do descalabro de tanta desumanidade? É preciso agir para vencermos o ódio, a mentalidade tacanha, o desrespeito à dignidade humana. O Brasil precisa se levantar e dar um basta neste verdadeiro desgoverno defensor da discriminação, do horror e da barbárie.

A eleição deste ano pode representar o início de uma nova era para a nação. O futuro está em nossas mãos. No dia 2 de outubro vamos sepultar o ódio, a violência e o medo. Vamos eleger pessoas comprometidas com a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Todo mundo pelo Brasil.


Texto em português do Brasil

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